Fenareg lança Observatório do Regadio para centralizar “dados fiáveis”

A Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg) anunciou o lançamento do Observatório do Regadio, uma plataforma digital que reúne e analisa dados sobre o sector, com o objetivo de “conhecer e dar a conhecer o regadio”, promovendo a partilha de informação “fiável, atualizada e acessível” a regantes, investigadores, decisores e ao público em geral.

A nova ferramenta resulta de uma parceria com o Centro de Competências para o Regadio Nacional (COTR), com o apoio técnico da Consulai e pretende responder “a uma lacuna histórica: a falta de acesso centralizado e transparente a dados fiáveis sobre o regadio em Portugal”, segundo a federação.

O Observatório do Regadio agrega, pela primeira vez, informação proveniente de várias fontes oficiais, como o INE, o IFAP e a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, disponibilizando-a num único espaço online, de fácil consulta e visualização.

Para José Núncio, presidente da Fenareg, “esta plataforma vem desmistificar muitas ideias feitas sobre o sector e demonstra claramente a evolução tecnológica e o dinamismo do regadio em Portugal”.

O responsável sublinha ainda que “é um projeto feito para crescer, evoluir e ser construído em conjunto com todos e por todos os intervenientes do sector. Uma ferramenta para capacitar o regadio, com os olhos postos na modernização hídrica de Portugal e da sua aplicação na agricultura, aspetos essenciais para salvaguardarem o futuro da nossa economia, da nossa soberania alimentar e do nosso país”.

O projeto, que se insere na Agenda de Investigação e Inovação para o Regadio Nacional lançada pelo COTR em 2023, é apontado pela Fenareg como “um passo decisivo na construção de uma agricultura mais sustentável, eficiente e competitiva”.

Além da vertente informativa, o Observatório do Regadio pretende ser uma ferramenta de apoio à definição de políticas públicas e à orientação de investimentos, contribuindo para uma gestão mais inteligente da água, “um recurso cada vez mais crítico”.

A Fenareg salienta ainda que tratar-se de “um embrião aberto à colaboração de entidades públicas e privadas” e que a sua evolução será construída “de forma participativa e contínua”, refletindo “o compromisso de todo o setor com o futuro do regadio”.

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