“É um grande voto de confiança, foi uma vitória expressiva [maioria absoluta], as pessoas acabaram por se rever naquele que foi o trabalho que fizemos nos últimos quatro anos e eu só posso estar mesmo muito contente”, afirmou Fermelinda Carvalho, durante as comemorações no Rossio de Portalegre, onde se juntou a apoiantes e simpatizantes da coligação.
A autarca recordou que foi criticada pela oposição por alegadamente não possuir uma estratégia para o concelho, mas considerou que os resultados confirmam o contrário. “Fui acusada, [durante] quatro anos, de não ter estratégia e os portalegrenses acabaram de confirmar que confiavam na minha estratégia e se reviam na mesma”, observou.
Fermelinda Carvalho sublinhou que Portalegre “tem de recuperar o tempo perdido” e que as prioridades deste novo mandato passam pela “habitação, ampliação da zona industrial e captação de empresas”.
A coligação PSD/CDS-PP, que nas autárquicas de 2021 contava com três eleitos no executivo municipal, reforçou agora a sua posição, assegurando seis mandatos. O PS conquistou o único lugar restante.
Na Assembleia Municipal de Portalegre, a coligação obteve igualmente maioria absoluta e venceu nas sete juntas de freguesia do concelho.
O candidato socialista à câmara, Francisco Silva, reconheceu a dimensão da vitória da adversária. “Não há palavras. Resta-me agradecer o trabalho da minha equipa e dar os parabéns à engenheira Fermelinda. O resto [os resultados] vai ser discutidos internamente”, afirmou, considerando o desfecho eleitoral “estrondoso”.
De acordo com os dados do Ministério da Administração Interna, a coligação PSD/CDS-PP venceu com 63,03% dos votos, garantindo seis mandatos, enquanto o PS alcançou 14,56% e um mandato. A CLIP obteve 10,24%, o Chega 6,73% e a CDU 3,51%. Entre os 19.473 eleitores inscritos, votaram 62,69%, registando-se uma abstenção de 37,31%.











