O piloto leiriense concluiu os 180 quilómetros cronometrados, ao redor de Grândola, com o tempo de 1h33m58s, deixando na segunda posição o norte-americano Seth Quintero (Toyota Hilux), a 17 segundos, e o francês Sébastien Loeb (Dacia Sandriders) em terceiro, a 28.
«Foi um bom começo para nós, com um traçado muito difícil, muito escorregadio, mas demos o nosso melhor para sobreviver. Era muito fácil cometer erros, vimos muitos pilotos parados com problemas. O nosso carro esteve bastante bem e nós não cometemos erros, mas ainda falta muito para o fim», disse João Ferreira.
Na categoria principal dos automóveis, a Ultimate, o espanhol Carlos Sainz (Ford Raptor) teve problemas de motor e foi forçado a abandonar a prova. «Todos os Ford tiveram o mesmo problema de motor. A equipa está a investigar o que aconteceu», lamentou Sainz.
Além do piloto madrileno, também o sueco Mathias Ekstrom (Ford Raptor) e o piloto do Quirguistão Denis Krotov (Ford Raptor) abandonaram a prova.
Nas duas rodas, o australiano Daniel Sanders (KTM), que na véspera tinha vencido o prólogo, foi novamente o mais rápido. Bateu o espanhol Tosha Schareina (Honda) por 2.10 minutos, com o francês Adrien van Beveren (Honda) em terceiro, a 2.18.
O segundo setor seletivo foi disputado durante a tarde, no traçado usado na véspera para o prólogo das motos, mas desta vez em sentido inverso. Com apenas três quilómetros de extensão, a pista pouco ou nada alterou a tabela das classificações gerais. Nas motos, o panorama foi semelhante.
Nos buggies, o também leiriense Ricardo Porém foi o mais rápido entre os Challenger, enquanto na categoria SSV o pódio ficou preenchido apenas com duplas nacionais: Luís Cidade/Valter Cardoso, Luís Portela Morais/David Megre e Miguel Barbosa/Joel Lutas.
O grande destaque do dia foi a prestação do piloto nacional Bruno Santos, que, mesmo depois de ter sido penalizado em dois minutos por excesso de velocidade numa zona controlada, continua no topo da tabela classificativa. Aos comandos da Husqvarna FR 450 Rally, Santos não só se imiscuiu entre os pilotos de fábrica, como terminou o dia a liderar a categoria Rally2.
«A primeira parte do setor seletivo foi muito divertida, embora molhada, mas gostei muito. Estou acostumado a pilotar em percursos com muita água, comuns no campeonato nacional. E sinto-me fisicamente bem», disse.
Em Rally3, os irmãos portugueses Gonçalo e Salvador Amaral (Honda) foram os mais rápidos do dia.
Esta quinta-feira disputa-se a segunda etapa, num setor seletivo entre Grândola e Badajoz, com 377 quilómetros cronometrados.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












