O festival reúne cientistas, estudantes, residentes e visitantes para um conjunto alargado de iniciativas «destinadas à sensibilização para a conservação, partilha de conhecimento científico e descoberta ativa da riqueza dos habitats costeiros e marinhos».
O programa propõe dezenas de atividades de observação da vida marinha, saberes e sabores do mar, exposições, espetáculos, apresentação de documentários, conversas e workshops e experiências aquáticas, em vários espaços de Vila Nova de Milfontes, no rio Mira e zona costeira.
No dia 17 de maio, o Colégio Nossa Senhora da Graça acolhe a reunião científica «Que futuro para as florestas marinhas de Portugal?», com apresentações-relâmpago de investigadores, empresas e organizações de todo o país sobre biodiversidade, conservação, restauro, cultivo, inovação e bioeconomia das florestas marinhas, sob coordenação científica de Ester Serrão (Universidade do Algarve) e Isabel Sousa Pinto (Universidade do Porto).
A reunião, aberta ao público e com entrada gratuita, estrutura-se em três sessões temáticas — Ecologia, Conservação e Monitorização; Cultivo, Inovação e Bioeconomia; e Restauro e Futuro das Florestas Marinhas — e encerra com um debate plenário sobre a agenda para as florestas marinhas de Portugal até 2030. Ao final da tarde, é ainda exibido o documentário 23 Milhas, de Vasco Coelho, vencedor do prémio do Lisbon Underwater Festival 2026.
O programa cultural inclui nove exposições permanentes durante o festival, entre as quais «OceanArt 2026: Science to Art», «Áreas Marinhas Protegidas da Costa Sudoeste», «Expedição Oceano Azul Gorringe» e «Floresta de Algas», todas no Colégio Nossa Senhora da Graça.
O dia 16 de maio será particularmente intenso, com passseios sonoros matinais, marés interpretativas no litoral rochoso, conversas com pescadores, mergulhos subaquáticos, workshops de fotografia de aves e natureza, e uma programação noturna que inclui dois documentários, histórias à beira-mar com os investigadores António Quaresma e Jorge Vilhena, um momento musical com alunos do Centro de Valorização da Viola Campaniça e do Cante de Improviso e o lançamento de um vinho sub-aquático.
De 18 a 22 de maio decorre ainda o programa de descoberta de algas e plantas marinhas do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina para alunos universitários, organizado pela Universidade do Algarve.
As florestas marinhas, formadas por organismos como algas e outras espécies estruturantes dos ecossistemas costeiros, desempenham um papel vital na manutenção da biodiversidade, na produção de oxigénio e na captura de carbono, contribuindo para a mitigação das alterações climáticas e o equilíbrio dos oceanos.
O Festival das Florestas Marinhas é promovido pelo CCMAR — Centro de Ciências do Mar do Algarve, Município de Odemira, Colégio Nossa Senhora da Graça, Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes e Universidade do Algarve, e conta com o apoio de várias entidades que asseguram a sua dimensão científica, educativa e cultural.












