A edição de 2026 apresenta-se «com um novo formato, dilatado no tempo e distribuído por três localidades do Alentejo Central», segundo a Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE), entidade organizadora, desenvolvendo-se «a partir de linhas curatoriais centradas na relação entre corpo, identidade, ação performativa e ocupação do espaço, cruzando apresentações em sala, intervenções no espaço público, propostas site-specific, artes visuais, formação e participação».
O primeiro momento arranca a quatro de junho, no Salão Central Eborense, com duas obras de Tales Frey: «I Traje para II», às 18h30, e «Estar a Par», às 21h30. O criador brasileiro, artista associado desta edição, atravessa diferentes momentos da programação «afirmando uma investigação artística ligada ao corpo, à identidade, à presença e à ação performativa».
Nos dias 18 e 19 de junho, o festival convoca o centro histórico de Évora como lugar de apresentação, com jovens criadores do Curso Profissional Intérprete/Ator/Atriz da Escola Secundária André de Gouveia.
O programa inclui «Só o branco é meu», de Patrícia Guerreiro, num percurso entre a Praça do Giraldo e o Templo Romano (18 de junho, 11h00); «Trauma», de Beatriz Nepomuceno e Maria Teles, na Rua João de Deus, junto ao Círculo de Pedra (18 de junho, 17h00); e «Ai Alentejo», na Praça do Giraldo, com autoria dos alunos do curso (19 de junho, 17h30).
A participação destes jovens criadores constitui, segundo a organização, «uma das marcas desta edição, aproximando o festival dos contextos de formação artística da cidade».
Em julho, a programação assume um formato expositivo na Biblioteca Pública de Évora, com obras da artista plástica Sara Bichão numa mostra com curadoria de Luiza Especial, «ampliando a relação entre dança, corpo e artes visuais». Durante este período, serão também disponibilizadas online curtas de dança de criadores portugueses, em canal aberto.
Entre 12 e 19 de setembro, o corpo central da programação ocupa vários espaços de Évora e estende-se a Monsaraz e Vera Cruz, «reunindo artistas nacionais e internacionais com diferentes percursos», com apresentações em sala, ações performativas em espaço público, propostas site-specific e atividades formativas.
De acordo com a CDCE, o Festival «propõe um encontro entre artistas, cidade e públicos. A programação desloca a dança para diferentes lugares e convoca o corpo como linguagem de relação, memória e transformação».












