Organizado pela Antípoda – Associação Cultural, em coprodução com a Câmara de Évora, o festival tem vindo a afirmar-se como “um espaço de experimentação artística, encontro comunitário e reflexão sobre o presente”.
“Nascido em Évora e a partir de Évora, o Rascunho é o único festival de verão que resiste na cidade, num momento em que esta se prepara para ser Capital Europeia da Cultura em 2027”, refere a associação, sublinhando tratar-se de “um gesto de resistência, mas também de afirmação: manter vivo, neste território, um programa artístico que arrisca, que questiona e que abre espaço para formas contemporâneas de criação, em diálogo com a memória, o património e a vida quotidiana”.
A edição de 2025 propõe novamente “um percurso urbano e humano” por praças, jardins, igrejas e miradouros, reunindo artistas e comunidades “a partilharem palco e a inscreverem o presente nos lugares de sempre”.
Entre os destaques está o espetáculo de encerramento, no dia 12, às 21h30, na Escadaria da Fundação Eugénio de Almeida. Intitulado “Cantexto”, é um projeto do Futurama – Ecossistema Cultural e Artístico do Baixo Alentejo que junta “grupos de cante alentejano, escritores e compositores”.
Cerca de 150 elementos de vários grupos de cante alentejano vão interpretar “modas” contemporâneas criadas por autores como Gonçalo M. Tavares, Afonso Cruz, Patrícia Portela, Margarida Vale de Gato, Tiago Rodrigues ou Ondjaki, com música composta por Celina da Piedade, Paulo Ribeiro e outros músicos convidados.
A abrir o festival, este domingo, sobe ao palco a peça “Anti-Princesas – Catarina Eufémia”, de Cláudia Gaiolas. Seguem-se “Pó de Pedra”, criação de Daniel Seabra com a companhia Circo Caótico (segunda-feira), e “Cacarecos”, performance de Tita Maravilha (terça-feira).
O programa inclui ainda “A Mulher Mais Forte do Mundo” (quarta-feira), espetáculo de circo de Filipa Madeira, vencedora da edição 2024 do Projeto Sementeira, e a criação coreográfica “Os Meus Totens”, de Elizabete Francisca (quinta-feira).
Na última jornada, antes do espetáculo “Cantexto”, a Praça do Giraldo recebe às 19h00 “Damoclès”, pela companhia francesa Cirque Inextremiste, marcando a primeira presença internacional no festival.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Futurama/D.R.












