Como surgiu o jiu-jitsu brasileiro na sua vida e o que o levou a começar a praticar a modalidade há apenas alguns meses?
O jiu-jitsu brasileiro surgiu na minha vida através da minha filha do meio, de sete anos. Ela praticava ginástica, onde até tinha bastante jeito, mas começou a demonstrar vontade de experimentar um desporto de combate. Decidimos então levá-la a conhecer o jiu-jitsu e, ao acompanhar os treinos e o ambiente da modalidade, acabei também por ganhar interesse. Pouco tempo depois comecei a treinar e rapidamente me identifiquei com a disciplina, a exigência física e mental e o espírito de superação constante que o jiu-jitsu transmite.
De que forma a sua profissão como guarda prisional influencia — ou até ajuda — a sua prática desportiva?
A minha profissão exige muito controlo emocional, disciplina, capacidade de lidar com pressão e uma boa preparação física. Tudo isso acaba por ajudar bastante na prática do jiu-jitsu. Além disso, o desporto também funciona como uma forma de equilíbrio mental e físico, permitindo-me aliviar o stress e manter o foco.
Que papel tem tido o seu treinador, Bruno Martinho, na sua evolução tão rápida?
O treinador Bruno Martinho tem tido um papel fundamental. Desde o início acreditou em mim, puxou por mim nos momentos mais difíceis e transmitiu-me não só a parte técnica, mas também a mentalidade certa para competir. Grande parte desta evolução deve-se ao acompanhamento, à exigência e à confiança que ele me deu.
Sentiu diferenças significativas ao competir na categoria Master 2 – peso pesado, nomeadamente ao nível da exigência física e técnica?
Sem dúvida. É uma categoria muito exigente, com atletas fortes fisicamente e muito competitivos. Cada combate obriga a um grande desgaste físico e mental, e nota-se que todos entram no tatami com o objetivo de lutar por um lugar no pódio.
Acredita que este resultado pode incentivar mais pessoas do Alentejo a praticarem a modalidade?
Acredito que sim. O jiu-jitsu está a crescer muito no Alentejo, e resultados como este ajudam a dar visibilidade à modalidade. Espero que a minha experiência possa motivar outras pessoas a experimentar, independentemente da idade ou da experiência desportiva. É um desporto muito inclusivo, onde qualquer pessoa pode encontrar o seu espaço, evoluir ao seu ritmo e sentir-se parte de uma equipa. Além disso, o jiu-jitsu ensina valores importantes e pode transformar positivamente a vida de muita gente.










