O júri descreveu-o como “um filme único e belo que, através de um relato minimal e de histórias muito pessoais, se abre à história de Portugal e às suas ramificações políticas”.
A 14.ª edição do festival encerrou a sua temporada na região do Penedès com uma gala em Vilafranca del Penedès (Barcelona), após 10 dias de programação.
O Most Festival é organizado pelo Museu das Culturas do Vinho da Catalunha, com o apoio do Instituto Catalão da Vinha e do Governo da Catalunha.
Recorde-se que “Fogo do Vento”, como noticiado pela Alentejo Ilustrado, acaba de estrear comercialmente nos Estados Unidos da América, com sessões em salas de Nova Iorque, Chicago, Los Angeles e São Francisco.
“Um dia, no Verão de 2017, apareceu-me um touro negro no pensamento. Depois, chegou-me a imagem de um incêndio, de terra queimada. Aprendi a dar atenção aos sonhos, às visões, a guardar os mais leves prenúncios presentes numa ideia, num sopro de vento. Essas são as imagens a partir das quais fui tecendo uma trama que cruza as vivências das pessoas da minha comunidade no Alentejo, as imagens das nossas memórias e as que a imaginação inventa”, escreveu a cineasta, citada num comunicado da Portugal Film.
O filme de Marta Mateus acompanha alguns dos protagonistas desse filme, aprofundando histórias de uma comunidade alentejana, “num filme político que convoca a memória das gerações anteriores”, indo “da resistência à ditadura salazarista ao tempo presente, numa reflexão sobre guerra e paz”
“Fogo do Vento” é uma coprodução da portuguesa Clarão Companhia, com a suíça Casa Azul Films e a francesa Les Films d’Ici, e sucede à premiada curta-metragem Farpões Baldios, estreada no Festival de Cannes, na Quinzena dos Cineastas, em 2017.
O filme terá a sua estreia comercial em salas portuguesas no princípio de 2026.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.











