Segundo o autarca, o acordo “demonstra que, quando estão em causa os interesses das freguesias e das populações, é possível e desejável colocar o essencial acima das diferenças partidárias”.
“A Anafre existe para representar todas as freguesias, sem exceção. Este acordo mostra que há reivindicações que são comuns a todos e que devem ser assumidas como prioridades nacionais”, acrescenta Francisco Branco de Brito.
Entre essas prioridades, destaca a necessidade de uma reforma administrativa, a revisão das leis que enquadram a atuação das freguesias, o reforço das competências com os correspondentes meios financeiros, a valorização do papel dos autarcas de freguesia e a simplificação de procedimentos administrativos.
Francisco Brito considerou, ainda, que o entendimento agora alcançado pode marcar “o início de um novo ciclo” na associação, apontando como objetivo uma Anafre “mais forte, mais dinâmica e mais próxima das freguesias”.
“Precisamos de uma associação que cresça em influência, em capacidade de intervenção e em credibilidade institucional”, defende o primeiro candidato da lista que será apresentada à votação dos cerca de 1.300 delegados no Congresso eletivo que a Anafre realiza em Portimão, no próximo fim de semana.
Segundo uma Carta de Compromisso Político, assinada hoje entre os partidos, a que a Lusa teve acesso, uma lista conjunta para o Conselho Diretivo da Anafre terá nove elementos sociais-democratas, entre os quais o presidente, o substituto legal e três vice-presidentes, além de nove elementos do PS (dois dos quais vice-presidentes), dois elementos da CDU – PCP/PEV (um deles vice-presidente) e um indicado por movimentos independentes.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












