De acordo com o juiz presidente da Comarca de Portalegre, Francisco Galvão Correia, o incidente de segurança no Tribunal de Ponte de Sor ocorreu durante a preparação de um interrogatório judicial, relacionado com crimes de homicídio na forma tentada.
A mesma fonte relatou que foram efetuados «vários disparos» no interior e nas imediações do edifício, tendo os militares da GNR presentes no tribunal iniciado a perseguição ao suspeito.
O tribunal foi encerrado por razões de segurança.
Nos últimos meses, foram registados «vários episódios de distúrbios e agressões» associados à presença de «grupos rivais» em tribunais da comarca, situações que «chegaram a exigir intervenção policial», acrescentou o juiz presidente da Comarca de Portalegre.
«Na sequência dessas ocorrências, os órgãos de gestão da comarca solicitaram avaliações relativas ao reforço das condições de segurança dos edifícios judiciais, incluindo a eventual instalação de dispositivos de controlo de acessos, como pórticos detetores de metais, sistemas de videovigilância e reforço de vigilância presencial», adiantou.
De acordo com o juiz, a Comarca de Portalegre tinha reportado em abril «preocupações relacionadas com as condições de segurança» em tribunais sem vigilância permanente. «Os factos hoje ocorridos reforçam a necessidade de assegurar condições de segurança adequadas nos tribunais, garantindo a proteção de todos os profissionais e cidadãos que utilizam os edifícios judiciais», alertou.












