Ter uma casa e um espaço verdadeiramente próprio, manter as rotinas e continuar a decidir sobre a própria vida — mas, ao mesmo tempo, saber que há pessoas por perto, apoio quando necessário e oportunidades para conviver e participar — é a proposta das novas residências.
De acordo com a fundação, a habitação colaborativa e comunitária combina unidades habitacionais privadas e independentes com espaços, serviços e momentos de vida partilhados. «Cada residente preserva a sua privacidade, identidade, liberdade de escolha e autonomia, beneficiando, simultaneamente, da proximidade de outras pessoas e de uma rede de apoio e entreajuda», refere.
«Não se trata apenas de partilhar um edifício. Trata-se de criar condições para que cada pessoa possa continuar a conduzir a sua vida, respeitando as suas preferências, interesses e ritmo, sem ficar privada de companhia, segurança ou participação social», acrescenta a mesma fonte.
As residências destinam-se a pessoas idosas ou em situação de vulnerabilidade que necessitem de uma resposta residencial e que valorizem uma forma de viver assente no equilíbrio entre independência e comunidade.
Segundo a Unitate, cada residente terá o seu espaço privado, podendo participar, de acordo com a sua vontade, nas atividades, decisões e dinâmicas da comunidade. Os espaços comuns serão lugares de encontro e convivência, «sem retirar a cada pessoa o direito de estar consigo própria e de preservar a sua intimidade».
«Viver com autonomia não tem de significar viver sozinho», sublinha a Fundação, segundo a qual esta nova resposta procura também contribuir para a prevenção do isolamento e da solidão, promovendo relações de proximidade, participação, ajuda mútua e sentimento de pertença.
As residências São Joaquim e Santa Ana integram o processo de requalificação do Unitate Campus, onde estão igualmente previstas outras respostas sociais, incluindo uma creche e o reforço do serviço de apoio domiciliário.
Segundo a Fundação, a coexistência de diferentes serviços no mesmo espaço pretende favorecer uma comunidade mais próxima, aberta e ligada às relações entre gerações.










