Fonte da empresa refere que o designado Projeto Eólico Mira, que abrange estes dois concelhos do distrito de Beja, está numa fase inicial de desenvolvimento, consistindo na «hibridização eólica de um parque solar em Ourique».
Em junho de 2026, a GALP submeteu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) uma proposta de definição de âmbito (PDA), destinada a «recolher contributos das entidades» competentes «sobre os temas que deverão ser estudados e as metodologias que deverão ser utilizadas no futuro estudo de impacte ambiental» (EIA).
De acordo com a empresa, só após a conclusão desta etapa será desenvolvido o EIA, no qual serão avaliados os «potenciais impactes do projeto, alternativas consideradas» e «as medidas a implementar para eliminar riscos ambientais».
Neste âmbito, sublinhou, «a configuração final» do projeto, o «número de aerogeradores ou a localização exata» de algumas das estruturas «poderão ainda ser ajustados em função dos resultados dos estudos técnicos e ambientais que vierem a ser realizados».
«Numa configuração preliminar, o projeto contempla até 22 aerogeradores, correspondendo a uma capacidade instalada de cerca de 158 MW [megawatts]», sendo que a construção deste parque não deverá começar «antes de 2029», tendo em conta as diferentes fases de licenciamento e desenvolvimento ainda a decorrer.
O projeto prevê a «hibridização de uma central fotovoltaica em desenvolvimento na região de Ourique», combinando a «produção de [energia] solar e eólica na mesma área» e garantindo, segundo a empresa, «uma utilização mais eficiente das infraestruturas elétricas existentes».
A Galp não avançou, nesta fase, com o valor previsto para o investimento, justificando que a configuração final do empreendimento ainda não está definida, mas adiantou que este projeto «é totalmente distinto do projeto Cachenas», entretanto cancelado, e que abrangia quatro freguesias nos concelhos de Odemira, Santiago do Cacém e Sines.
Segundo a empresa, o projeto Cachenas estava «associado ao fornecimento direto de energia renovável ao eletrolisador de hidrogénio localizado na Refinaria de Sines». Já o Projeto Eólico Mira «foi concebido como um projeto de hibridização destinado à injeção de energia na Rede Elétrica Nacional».
A empresa revelou ainda que tem vindo a desenvolver contactos para «apresentar o projeto e recolher contributos» das populações, nomeadamente através das juntas de freguesia, com as quais estabeleceu «um canal de diálogo», e com as câmaras de Odemira e Ourique.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.










