Segundo a Galp, «as discussões com os acionistas da Moeve continuam a progredir construtivamente, com todas as partes comprometidas em avançar com uma transação que vai criar significante valor estratégico e financeiro». A empresa prevê que um «acordo potencial» venha a ser assinado ainda na segunda metade deste ano.
A empresa assegura que o seu foco “continua a ser garantir que qualquer transação crie valor a longo prazo para todas as suas partes interessadas”, bem como “proporcione o quadro financeiro, de governação e operacional adequado para os negócios combinados”.
O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, trading e combustíveis de baixo carbono (como biocombustíveis e hidrogénio).
A operação envolve a refinaria de Sines, responsável pelo abastecimento de 90% dos combustíveis consumidos em Portugal e considerada estratégica para a independência energética do país.
Recorde-se que o Governo português, através da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, tem manifestado publicamente a intenção de garantir que a refinaria se mantém em solo nacional e que, em situação de crise, dará prioridade ao fornecimento a Portugal.
Em audição parlamentar a 1 de julho, a ministra afirmou dispor de «duas ferramentas» para intervir no processo: o facto de os potenciais investidores serem de fora da Europa, o que confere ao Estado «capacidades legais de atuar», e a posição acionista do Estado na Galp, superior a 8%.










