Segundo João Marques da Silva, um dos presidentes executivos da empresa, o grupo quis “sobretudo explicar ao Governo” esta questão, tendo tido “oportunidade” de mostrar “em mais do que uma ocasião, o racional desta transação”.
O gestor lembrou que esta “ainda não é uma transação vinculativa”, referindo-se ao acordo com a Moeve, estando as duas partes “a trabalhar nas etapas de verificação normais deste tipo de transações”, com equipas “a verificar, tanto do ponto de vista operacional, legal, financeiro e técnico, os ativos de ambas as partes, dentro de regras de acesso à informação bastante estritas e completamente segregadas daquilo que é a atividade normal das duas empresas, que se mantém”.
“O Governo também teve a oportunidade de receber toda a informação sobre esta transação”, rematou João Marques da Silva, sublinhando que a Galp espera concluir em meados de 2026 o acordo final com a Moeve para combinar os negócios de refinação e comercialização na Península Ibérica.
Estas revelações foram feitas no dia em que a Galp anunciou um resultado líquido recorde de 1,15 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 20% face ao ano anterior.
O desempenho foi impulsionado pela produção de petróleo e gás no Brasil e pela comercialização de gás natural, apesar da descida do petróleo e do dólar e da paragem programada para manutenção da refinaria de Sines.
“A Galp obteve em 2025 um resultado líquido ajustado de 1,15 mil milhões de euros, o maior de sempre, com o aumento da produção de petróleo e gás no Brasil e o aprovisionamento trading de gás natural a mitigarem o efeito combinado das desvalorizações do crude e do dólar, bem como o impacto de uma paragem programada da refinaria de Sines”, referiu fonte da empresa.
Sobre a situação no Médio Oriente e o impacto na atividade da empresa, outra administradora, Maria João Carioca, reiterou que a Galp tem estado “a trabalhar para conseguir, por exemplo, redirecionar cargas”, nomeadamente o “petróleo produzido no Brasil”.
Reconheceu que os primeiros efeitos vão efetivamente ser no preço, mas alertou para “efeitos de segunda ordem em custos de transporte, portanto, em shipping, em termos de custos de seguros”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












