De acordo com o presidente da Câmara de Gavião, António Severino, o bar, a pousada e “todos os passadiços” em redor do Rio Tejo estão totalmente destruídos: “Neste momento, na praia, estamos a falar de metro e meio de água que o Tejo subiu e o cenário é devastador naquilo que temos naquela infraestrutura”.
Além de indicar que também foram registadas algumas inundações em anexos, sobretudo na freguesia de Margem, António Severino apontou o caso da Praia Fluvial do Alamal como o “mais dramático”.
Sem avançar uma estimativa em relação aos prejuízos causados pela subida do rio na zona daquela praia fluvial, o autarca reconhece serem avultados: “Nós vemos os passadiços a ir pelo rio abaixo, vemos o bar, a água entrou, abriu as portas, partiu os vidros e vemos muito mobiliário a sair do bar. O mesmo se passa com a pousada, o seu nível zero está com água praticamente até ao teto”.
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, nesta zona ribeirinha junto à praia fluvial foi preciso retirar um casal de idosos de uma casa e dois hóspedes de uma pousada.
“No espaço de uma hora, as águas subiram de tal forma que atingiram um metro e meio de altura”, disse o autarca, adiantando que o bar e o restaurante da pousada, concessionada a privados, “ficaram totalmente danificados”.
A subida do caudal do Tejo, disse, provocou ainda estragos no passadiço da Barca d’Amieira, em Nisa, e na própria barca, que “foi arrancada da estrutura de suporte e virou”, e as instalações de apoio foram “pelo Tejo abaixo”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












