«Gente que Resiste». PIMEL evoca «resiliência» das gentes de Alcácer do Sal

«Gente que Resiste» é o mote deste ano da PIMEL — Feira do Turismo e das Atividades Económicas de Alcácer do Sal, a decorrer entre os dias 26 e 28 deste mês, que destaca o mel e a apicultura.

«Para nós, era muito fácil não termos feito [a feira deste ano]. Era a parte mais confortável. Mas nunca nos passou pela cabeça não fazer nenhum destes eventos», diz a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos.

De acordo com a autarca, que falava na apresentação oficial da 34.ª PIMEL, o tema escolhido para esta edição está ligado à forma como Alcácer do Sal respondeu às inundações que afetaram a cidade no início deste ano, na sequência das tempestades que assolaram o país. «É gente que resiste porque os alcacerenses são desta força e provaram isso nos últimos tempos que vivemos».

Além de lembrar que a organização da feira ocorreu num contexto particularmente exigente, em que continua a ser necessário «dar resposta às populações» e «reabilitar serviços», Clarisse Campos sublinha que a realização do certame nunca esteve em causa.

«Podemos não conseguir fazer com a dimensão que queremos. Podemos não conseguir fazer com aquele alcance, com aquela grandiosidade que todos ambicionamos», admite, ressalvando que, ainda assim, o certame vai ter lugar no Parque Urbano da cidade, com um orçamento de 250 mil euros.

Para esta edição, os promotores querem dar maior protagonismo ao mel, enquanto produto endógeno, aos apicultores e produtores deste concelho. Este é «o momento de valorizar este produto local, de valorizar o papel das abelhas como agentes polinizadores e agentes fundamentais, na prática, de uma agricultura sustentável», diz a presidente da Câmara.

Para tal, está prevista a realização de um colóquio que vai debater a importância do mel e das abelhas como pilar da economia rural e da biodiversidade, no Auditório da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sado. Segundo dados fornecidos pelo município, o concelho de Alcácer do Sal tem, atualmente, uma produção anual de mel na ordem das 100 toneladas e conta com cerca de 20 apicultores e quatro produtores oficiais.

Além do mel, a organização pretende igualmente que a feira «volte a ter uma componente importante na promoção dos artesãos [e] do artesanato local». Segundo Clarisse Campos, a PIMEL não deve ser apenas uma «feira de espetáculos, tasquinhas e cartaz musical», mas uma feira «mais ambiciosa», centrada na promoção do território, «dos produtos locais e nas pessoas».

O programa inclui concursos de mel, doçaria e petiscos, uma exposição de gado e máquinas agrícolas, animação, tasquinhas, Espaço Criança e Espaço Jovem, sessões de showcooking, batismos a cavalo e a tradicional corrida de toiros na Praça João Branco Núncio.

O cartaz musical será preenchido pelos concertos de Julinho KSD (dia 26), Bandalusa (27) e Sara Correia (28), a encerrar o certame. O evento, que tem entrada gratuita, vai contar com um total de 55 expositores e a organização espera a visita de 25 mil pessoas ao longo dos três dias.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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