Trata-se de «um investimento estruturante para assegurar a continuidade e eficiência do sistema de gestão de resíduos na região», revela a empresa, referindo que a empreitada de 3,5 milhões tem um prazo de execução de 210 dias.
A nova célula, projetada desde 1999, «destina-se à deposição de rejeitados provenientes dos processos de triagem e da unidade de tratamento mecânico e biológico».
Surge «como resposta ao progressivo esgotamento» da capacidade do aterro, permitindo «assegurar a capacidade de deposição de resíduos para os próximos 16 anos».
Fonte da Gesamb explica que o investimento nesta nova célula é «totalmente suportado» pelos 12 municípios que integram a empresa, sendo esta a sexta e última célula «incluída no projeto original do aterro sanitário, a única que faltava construir».
A ampliação do aterro ocupará uma área aproximada de dois hectares, e irá incluir três alvéolos e uma zona de reengenharia, permitindo a interligação com as células existentes, solução técnica que «visa otimizar o espaço disponível e reforçar a estabilidade estrutural do aterro, garantindo simultaneamente elevados padrões de segurança ambiental».
O projeto contempla ainda um conjunto de infraestruturas e sistemas de proteção ambiental, como barreiras geológicas e sistemas de impermeabilização artificial, drenagem de lixiviados e de águas pluviais e sistema de captação e drenagem de biogás.
«Estão igualmente previstas intervenções complementares, nomeadamente a instalação de rede elétrica, rede de combate a incêndios, vias internas de circulação e arranjos exteriores, incluindo cortinas arbóreas e arbustivas», acrescenta a empresa, sublinhando estar também integrada a ampliação da rede de rega e medidas de minimização da erosão dos solos, reforçando a integração ambiental da infraestrutura.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












