A detenção ocorreu esta quinta-feira, e resultou de diligências desenvolvidas «de forma imediata, articulada e assente numa partilha de informação entre as várias valências de todo o dispositivo policial da Guarda, com especial destaque para a estrutura de Investigação Criminal», segundo fonte da GNR.
Foram os militares do Posto Territorial de Fátima, no concelho de Ourém, que localizaram e detiveram os dois suspeitos, «em consequência do trabalho de pesquisa e proatividade policial desenvolvido».
O caso remonta a terça-feira, quando, por volta das 19h00, os dois irmãos foram encontrados sozinhos a vaguear junto à Estrada Nacional 253, na zona do Monte Novo do Sul, entre a Comporta e Alcácer do Sal.
Foram dois populares — Eugénia e Artur Quintas — quem os avistou, alertando as autoridades. As crianças estavam assustadas, tinham apenas uma garrafa de água e uma peça de fruta, e encontravam-se à beira da estrada a chorar e a chamar pelo pai.
Após receber o alerta, os militares da GNR deslocaram-se de imediato ao local, onde localizaram os menores e garantiram a sua proteção e segurança. As crianças «foram encaminhadas para a casa de um popular, onde permaneceram e foram prestados os primeiros cuidados, na presença dos militares da Guarda, até serem encaminhados para unidade hospitalar».
Ainda de acordo com a GNR, foi-lhe assegurada «alimentação, conforto e um ambiente de tranquilidade e proteção, particularmente importante tendo em conta a idade e fragilidade emocional dos menores». Mais tarde, por determinação do Ministério Público, foram transferidas para o hospital de Setúbal.
A investigação, inicialmente conduzida pela GNR, foi entretanto transferida para a Polícia Judiciária por determinação do Ministério Público de Grândola, por haver suspeitas de rapto internacional — crime que as autoridades francesas já estavam a averiguar. Sobre os menores e a mãe recaía um pedido de paradeiro emitido pelas autoridades francesas, depois de o pai ter participado o desaparecimento da residência em Colmar, em França. O tribunal aplicou às crianças a medida de acolhimento familiar.
A investigação do caso de exposição e abandono encontra-se a cargo do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) de Santiago do Cacém, e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Grândola.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: JN/D.R.









