A operação, batizada «Tridente», permitiu ainda apreender nove veículos e três armas de fogo, de acordo com a Guardia Civil, que descreve os visados como «uma potente organização criminosa de narcotraficantes que operava no sudoeste da Península Ibérica».
Tudo começou na madrugada de 20 de agosto, quando as autoridades espanholas localizaram um armazém de droga num imóvel de Ayamonte, em Huelva, «graças a um amplo dispositivo de vigilância».
No interior, a Guardia Civil surpreendeu três membros da organização e apreendeu 132 fardos de haxixe, com um peso total de 5.280 quilos. Foram também apreendidos seis veículos — cinco deles furtados e todos modificados para transportar estupefacientes — e duas armas, uma pistola e uma espingarda de assalto, ambas municiadas e, segundo as autoridades, «prontas a ser utilizadas».
Os três detidos foram presentes a tribunal como presumíveis autores dos crimes de tráfico de droga, detenção ilegal de armas, furto de veículos e falsificação de documentos. Todos ficaram em prisão preventiva.
Dois dias depois, a 22 de agosto, a Guardia Civil e a GNR montaram um dispositivo de vigilância junto a outro imóvel, este já em território português, nas margens do Guadiana, «num ponto estratégico» na zona de fronteira.
Aí foi localizado um segundo armazém de droga, onde foram apreendidos 133 fardos de haxixe, num total de 5.320 quilos, três veículos — pelo menos um deles furtado — e uma pistola.
A GNR descreve com maior detalhe o que se passou nesse imóvel. «No decorrer da operação, alguns indivíduos aperceberam-se da presença dos militares e tentaram a fuga do local, numa primeira fase, apeados», refere a Guarda, que garante terem sido tomadas «de imediato» as medidas necessárias para os intercetar.
Segundo a mesma fonte, os suspeitos «mais tarde conseguiram apoderar-se de uma viatura ligeira de passageiros e de uma embarcação». A viatura viria a ser intercetada, «já sem os seus ocupantes».

A operação para deter os suspeitos passou para a via fluvial. «Os meios marítimos empenhados nesta operação conseguiram deter os sete homens que se encontravam a bordo da embarcação em fuga, todos de nacionalidade estrangeira e com idades compreendidas entre os 21 e os 39 anos de idade», indica a GNR, que dá ainda conta da identificação de «um outro homem que estará relacionado com esta ocorrência».
Estes sete detidos, indiciados por tráfico de droga, furto de veículo e detenção ilegal de armas, foram presentes às autoridades judiciais portuguesas e ficaram igualmente em prisão preventiva.
Na noite anterior à operação, uma patrulha marítima da UCCF – Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras da GNR já tinha tentado abordar uma embarcação suspeita relacionada com o mesmo caso. Segundo a Guarda, a embarcação «reagiu de forma hostil à presença dos militares», tentando «abalroá-los e iniciar a fuga em direção ao esteiro de Canela».
«Os militares conseguiram impedir este objetivo», refere a GNR, acabando os suspeitos por fugir a pé na marina de Ayamonte. A embarcação foi apreendida.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Guardia Civil/D.R.










