GNR intensifica controlo da caça e alerta para regras de segurança

A Guarda Nacional Republicana iniciou este domingo, 16 de agosto, a Operação Artémis 2026/2027, destinada a fiscalizar o exercício da caça em todo o território nacional. A operação prolonga-se até 28 de fevereiro do próximo ano.

Segundo a GNR, a operação destina-se à «prevenção, deteção, repressão e investigação de situações em desconformidade com as normas legalmente definidas» e será desenvolvida pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).

A Guarda explica que a operação tem como objetivo «observar o respeito pelas medidas de proteção e conservação dos recursos cinegéticos, tendo em vista a sua gestão sustentável».

Com o arranque da época venatória em terrenos ordenados, a GNR vai intensificar as ações de fiscalização preventiva e reativa. De acordo com a Guarda, a intervenção pretende combater «infrações que possam colocar em risco a segurança de pessoas e bens ou atentar contra a fauna selvagem durante o exercício da caça».

A operação inclui ainda ações de sensibilização e cooperação relacionadas com a atividade cinegética. Segundo a GNR, o objetivo passa por «garantir o cumprimento do regime jurídico da caça, acautelando a conservação da biodiversidade, o equilíbrio dos ecossistemas, a proteção da saúde pública e a segurança pública».

A Guarda lembra que «a caça é um recurso natural renovável» sujeito, nos termos da legislação em vigor, a uma política específica e a medidas especiais de proteção e conservação destinadas à gestão dos recursos cinegéticos.

Entre as recomendações dirigidas aos caçadores e à população, a GNR destaca o cumprimento das distâncias de segurança. «Assegure-se de que cumpre escrupulosamente as distâncias de segurança a habitações (250 metros sem consentimento) e a locais artificiais de alimentação (100 metros)».

A GNR aconselha também os caçadores a verificarem previamente a situação da zona onde pretendem exercer a atividade. «Certifique-se de que a zona de caça onde vai exercer a atividade cumpre os requisitos legais aplicáveis, nomeadamente para espécies condicionadas», refere a mesma fonte.

Na Operação Artémis 2025/2026 foram fiscalizados 10.751 caçadores, tendo a GNR detetado 136 crimes e efetuado 133 detenções.

Das detenções registadas, 70 foram por «exercício da caça em terrenos não cinegéticos, nos terrenos de caça condicionada sem consentimento de quem de direito, nas áreas de não caça e nas zonas de caça às quais não se tenha legalmente acesso», segundo a GNR.

Outras 32 detenções resultaram do «exercício da caça em incumprimento das normas de conservação da fauna e, em especial, das espécies cinegéticas», adianta a Guarda.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar artigo:

ASSINE AQUI A SUA REVISTA

Opinião

ALENTEJO CARTOONADO
por Rui Pimentel

O ALENTEJO DE SARAMAGO
Roteiros

CARLOS LEITÃO
Crónicas

BRUNO HORTA SOARES
É p'ra hoje ou p'ra amanhã

Caro? O azeite?

PUBLICIDADE

© 2026 Alentejo Ilustrado. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por WebTech.

Assinar revista

Apoie o jornalismo independente. Assine a Alentejo Ilustrado durante um ano, por 48,00 euros (IVA e portes incluídos)

Pesquisar artigo

Procurar