“Não restará, agora, outra hipótese à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo senão empenhar-se para garantir o avanço deste projeto, recorrendo a outros instrumentos financeiros e resolver o enorme problema que criou à nossa região”, diz o deputado social-democrata.
Em causa está o facto de o programa operacional regional Alentejo 2030 ter confirmado, na passada semana, a revisão da dotação financeira do projeto de modernização, requalificação e eletrificação da linha ferroviária Casa Branca-Beja, que passou de cerca de 80 milhões de euros para 20 milhões.
A decisão foi comunicada durante uma reunião, no dia 02 de dezembro, em Évora, entre a comissão diretiva do Programa Operacional Regional Alentejo 2030, a empresa Infraestruturas de Portugal (IP) e a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Baixo Alentejo, que abrange 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja.
O presidente da CCDR do Alentejo, António Ceia da Silva, explicou na altura que o programa “não podia manter a verba [inicialmente prevista de 80 milhões] alocada” ao projeto porque a obra “não era exequível nem era fazível” no atual quadro comunitário de apoio, que termina no final de 2027.
A decisão foi contestada pela IP, que, em comunicado, garantiu tratar-se de uma “decisão unilateral da CCDR”, enquanto a CIM do Baixo Alentejo assumiu “alguma inquietação com um horizonte de execução [do projeto] que vai até 2032”.
Agora, Gonçalo Valente refere que a decisão da CCDR do Alentejo foi tomada “de forma unilateral” e que o Governo “é totalmente alheio” à mesma.
Considerando ser “normal conjugar prazos de execução com os instrumentos financeiros”, o deputado do PSD diz-se preocupado por “não sabermos se a CCDR terá capacidade de garantir uma alternativa consistente e se a sua decisão de retirar 60 milhões de euros ao projeto não porá em causa a sua execução.
Gonçalo Valente critica também a CIM do Baixo Alentejo, “maioritariamente socialista”, considerando que esta “deveria corar de vergonha ao afirmar que o Baixo Alentejo continua a contar pouco para quem tem a responsabilidade” de governação
“Como se o Governo tivesse alguma coisa a ver com esta decisão da CCDR do Alentejo eleita pelos socialistas alentejanos”, refere o deputado, segundo o qual, “em vez de procurar responsabilidades junto de quem não as tem”, a CIM deve questionar a CCDR do Alentejo sobre o destino dos 60 milhões de euros retirados ao projeto: “Esta pergunta terá de ser respondida de forma cabal e sem subterfúgios”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












Uma resposta
Não esta em estudo que a ba 11 e sines poderão ser pólos logísticos de retaguarda da nato?
Sem estradas e linhas ferroviárias modernas ?????