Gouveia e Melo destaca papel da Universidade de Évora e critica falta de rumo no SNS

Em visita à Universidade de Évora, esta quarta-feira, o candidato presidencial Gouveia e Melo destacou o papel da instituição na ligação entre conhecimento, inovação e economia, considerando que o Alentejo está a viver “grandes movimentos” de transformação.

Em declarações aos jornalistas depois de uma visita e reunião com a reitora da UE, Herminia Vilar, Gouveia e Melo afirmou querer “sinalizar que, neste território do interior, muitas vezes esquecido, estão a fazer-se diversas coisas muito positivas”.

Entre elas, destacou a importância de “ligar o conhecimento à inovação e às empresas”, uma parceria que o país precisa “de incorporar na economia”, para que esta seja “mais produtiva e de maior valor acrescentado”.

“E este polo universitário faz essas coisas todas”, sublinhou, elogiando o papel da instituição e referindo que existem “grandes movimentos no Alentejo que podem mudar verdadeiramente” a região, como o Porto de Sines e os “grandes investimentos” tecnológicos e industriais programados para o território.

Ainda em Évora, o candidato foi questionado pelos jornalistas sobre o sector da Saúde e considerou que “a desorganização impera” no SNS, devido à falta de rumo: “Acho que há um problema de organização, de responsabilização e temos que olhar de forma definitiva para onde queremos levar o SNS”.

“O que é que eu lhe posso dizer sobre isso? Vou dizer o que todos os portugueses sentem. Sentem que há um problema que não está a ser resolvido”, referiu, questionando: “E porque é que não está a ser resolvido? Porque não há recursos?”

Gouveia e Melo defendeu ainda que é preciso começar por definir o modelo de SNS que o país deseja. “Quem não tem destino, não consegue definir rumo”, afirmou, acrescentando: “Qual é o SNS que nós queremos? Nós estamos a fragilizar o SNS para dar oportunidade às soluções privadas? Ou não? É esse SNS que ainda não percebi o que é que se deseja.”

“E, depois de sabermos para onde é que é o destino, vamos definir o rumo e o planeamento para lá chegar”, reforçou, lamentando que “não está a acontecer nada disso” e concluindo que, apesar dos recursos aplicados, “a desorganização impera”.

Sobre casos específicos no sector, como o do médico dermatologista do Hospital de Santa Maria que recebeu 700 mil euros por cirurgias adicionais, Gouveia e Melo recusou comentar, afirmando não querer falar “de casinhos e de casos” e dizendo-se “preocupado com o problema geral do país”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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