Governo abre concurso de 45 milhões para apoio à inovação regional

Os laboratórios colaborativos e centros de tecnologia e inovação do Alentejo podem candidatar-se, até 15 de outubro, a um concurso de 45 milhões de euros destinado a aproximar o conhecimento científico das empresas.

O concurso abrange também entidades das regiões Norte e Centro. A dotação é assegurada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), com uma taxa de cofinanciamento de 85%, segundo os ministérios da Economia e da Coesão Territorial e da Educação, Ciência e Inovação.

O apoio pretende reforçar a transferência de conhecimento científico e tecnológico para as empresas, mobilizar investimento privado em investigação e desenvolvimento e promover a adoção de tecnologias avançadas.

«A transferência de conhecimento tecnológico e da inovação para o setor empresarial é uma das prioridades do Governo. A capacidade de aprofundar esta relação com a economia é essencial ao crescimento de Portugal e é hoje um critério decisivo de competitividade entre países», afirma o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.

Entre as ações abrangidas estão a criação de novos canais de transferência e difusão de conhecimento, o teste e a validação pré-comercial de projetos de investigação com potencial económico e a capacitação de plataformas de demonstração tecnológica destinadas à comunidade empresarial.

De acordo com um comunicado conjunto dos dois ministérios, o concurso «deverá ainda apoiar a divulgação de ideias inovadoras desenvolvidas por investigadores e aumentar a informação dirigida às empresas, em particular às pequenas e médias empresas, sobre as vantagens da inovação baseada no conhecimento e da colaboração com entidades do sistema científico e tecnológico».

O financiamento poderá igualmente ser usado para «melhorar a gestão e exploração do conhecimento científico, incluindo matérias relacionadas com propriedade intelectual, patentes, normalização, certificação e enquadramento regulamentar de tecnologias».

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, considera que os laboratórios colaborativos e os centros de tecnologia e inovação desempenham um papel central neste processo, «ao aproximarem instituições de ensino superior, centros de investigação e empresas e ao contribuírem para o desenvolvimento de soluções com impacto social, ambiental e económico».

«Portugal tem de ser capaz de transformar o conhecimento que produz em mais inovação e mais investimento em produtos e serviços de maior valor acrescentado», sublinha.

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