O concurso abrange também entidades das regiões Norte e Centro. A dotação é assegurada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), com uma taxa de cofinanciamento de 85%, segundo os ministérios da Economia e da Coesão Territorial e da Educação, Ciência e Inovação.
O apoio pretende reforçar a transferência de conhecimento científico e tecnológico para as empresas, mobilizar investimento privado em investigação e desenvolvimento e promover a adoção de tecnologias avançadas.
«A transferência de conhecimento tecnológico e da inovação para o setor empresarial é uma das prioridades do Governo. A capacidade de aprofundar esta relação com a economia é essencial ao crescimento de Portugal e é hoje um critério decisivo de competitividade entre países», afirma o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.
Entre as ações abrangidas estão a criação de novos canais de transferência e difusão de conhecimento, o teste e a validação pré-comercial de projetos de investigação com potencial económico e a capacitação de plataformas de demonstração tecnológica destinadas à comunidade empresarial.
De acordo com um comunicado conjunto dos dois ministérios, o concurso «deverá ainda apoiar a divulgação de ideias inovadoras desenvolvidas por investigadores e aumentar a informação dirigida às empresas, em particular às pequenas e médias empresas, sobre as vantagens da inovação baseada no conhecimento e da colaboração com entidades do sistema científico e tecnológico».
O financiamento poderá igualmente ser usado para «melhorar a gestão e exploração do conhecimento científico, incluindo matérias relacionadas com propriedade intelectual, patentes, normalização, certificação e enquadramento regulamentar de tecnologias».
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, considera que os laboratórios colaborativos e os centros de tecnologia e inovação desempenham um papel central neste processo, «ao aproximarem instituições de ensino superior, centros de investigação e empresas e ao contribuírem para o desenvolvimento de soluções com impacto social, ambiental e económico».
«Portugal tem de ser capaz de transformar o conhecimento que produz em mais inovação e mais investimento em produtos e serviços de maior valor acrescentado», sublinha.










