As intenções foram anunciadas pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, na audição sobre a linha Casa Branca-Beja realizada esta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação.
“Queremos ligar esta linha à Base Aérea de Beja. É um investimento que faz todo o sentido. Não é uma alternativa ou uma variante de Cuba a Beja. É a partir da linha que está a ser renovada fazer uma ligação”, precisou.
O secretário de Estado aludiu a “uma discussão em curso com a União Europeia sobre mobilidade militar”, indicando que o troço entre Casa Branca e Beja “faz parte do corredor de mobilidade militar”.
“E, portanto” – prosseguiu – “queremos colocar este troço Casa Branca-Beja e a ligação à Base Aérea de Beja como parte do eixo de mobilidade militar”.
Segundo Hugo Espírito Santo, a empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) já foi mandatada a “analisar soluções alternativas para assegurar” esta ligação, “num projeto subsequente” ao da modernização da linha Casa Branca-Beja.
De acordo com o secretário de Estado das Infraestruturas, o Governo também já solicitou à IP que faça o estudo prévio para a modernização da ligação ferroviária entre Beja e Funcheira, desativada há vários anos.
“Na verdade, precisamos de ter uma redundância na capacidade de aceder ao Porto de Sines e esta é a redundância. Ou seja, Sines, Alcácer do Sal, Ourique, Beja e, depois, Caia”, sublinhou, salientando que este troço entre Beja e Funcheira “pode fazer parte” da ligação de alta velocidade ao Algarve.
Na audição, o governante revelou que os ministérios das Infraestruturas e Habitação e do Ambiente e Energia estão a “preparar uma resolução do Conselho de Ministros para aprovar a despesa e a plurianualidade da obra” no troço Casa Branca-Beja.
De acordo com Hugo Espírito Santo, essa resolução vai “assumir os 20 milhões que estão no programa operacional Alentejo 2030” e substituir os fundos deste programa entretanto retirados (os 60 milhões) por verbas do programa Sustentável 2030 e do Fundo Ambiental.
Em novembro do ano passado, a Comissão Europeia propôs uma rápida movimentação das forças armadas na União Europeia, com a remoção das barreiras e a criação de um quadro de emergência, para um espaço de livre circulação “Schengen militar” até 2027.
A proposta da Comissão para o próximo Quadro Financeiro Plurianual (2028–2034) prevê 10 vezes mais de orçamento disponível para a mobilidade militar, com um total proposto de 17,65 mil milhões de euros no futuro Mecanismo Interligar a Europa, destinado a investimentos em infraestruturas de transporte de dupla utilização da rede.
Para concretizar esta livre circulação eficaz das forças armadas da União, a Comissão Europeia vai identificar 500 projetos prioritários nos corredores de mobilidade militar para eliminar estrangulamentos.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Carlos Monteiro/D.R.













Uma resposta
Bravo !
Será ainda no meu tempo ?
Espero a opinião do deputado Pedro do Carmo, tao repentista, ultimamente.