“Estamos disponíveis para apoiar a construção dessa escola, assinar um contrato-programa para a sua construção, em parceria com a Câmara Municipal, envolvendo os fundos que a Comissão de Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo tem disponíveis” e sob “a liderança do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS)”, disse o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.
No final de uma reunião que juntou, em Sines, vários elementos do Governo, responsáveis do IPS, da Câmara de Sines e da CCDR do Alentejo, sobre o projeto de construção da escola superior, Fernando Alexandre apontou “o primeiro semestre” de 2026 para a assinatura do contrato-programa.
“Aqui o desafio é que, no primeiro semestre de 2026, tenhamos o contrato-programa assinado”, afiançou o governante, acrescentando que “dois anos” será o prazo “razoável” para a construção desta escola.
Esta será “a primeira escola, que é uma das partes de um ‘campus’ ambicioso, com múltiplas valências, do Instituto Politécnico de Setúbal, em Sines” que irá permitir “qualificar as pessoas desta região” e transformar este território “num espaço de desenvolvimento” e não apenas “de investimento físico”, acrescentou.
A instalação da nova escola superior do IPS em Sines resulta de uma parceria entre esta instituição e o Município de Sines que inclui igualmente a construção de uma residência de estudantes com capacidade para 50 camas, num investimento de 1,9 milhões de euros.
Referindo tratar-se de “um projeto muito importante numa das regiões com maior dinamismo económico do país”, o ministro da Educação, acrescentou que o investimento, “para se realizar em todo o seu potencial, assenta sempre em recursos humanos e por isso a qualificação dos recursos humanos no momento em que se está a realizar esse investimento é essencial”.
Para a construção da Escola Superior do IPS, cujo estudo preliminar aponta para um montante de cerca de sete milhões de euros, “haverá financiamento do Governo” e dos “outros parceiros”, indicou Fernando Alexandre, segundo o qual, nas parcerias, “o compromisso também se mostra com os recursos que se colocam, mas estando obviamente a falar de educação e de ensino superior, promovido por uma instituição pública, o Governo terá de ser um financiador”.
Por seu lado, o presidente da Câmara de Sines, Álvaro Beijinha, saudou a assinatura do contrato-programa para a construção da futura escola superior, admitindo o apoio financeiro do Município, além da disponibilização do terreno para a construção de uma residência de estudantes e do projeto de construção da futura escola superior.
“A Câmara admite também ter que suportar parte desse mesmo custo [embora] a questão do financiamento comunitário [seja] muito importante”, afirmou o autarca, recordando que o Alentejo Litoral “é a única NUT III do país que ainda não tem ensino superior”.
No “horizonte de médio-prazo, é talvez o projeto público mais importante que a região vai ter”, sublinhou o autarca que pretende “lançar a execução do projeto” para obtenção de “financiamento comunitário” e, consequente, “arranque da obra” no prazo previsto de dois anos.
Já a presidente do Politécnico de Setúbal, Ângela Lemos, disse tratar-se de um projeto “com maturidade científica e de base tecnológica para poder avançar e contribuir para o desenvolvimento da região de Sines”.
“Esperamos que, daqui a dois anos, seja uma realidade. Houve hoje esse compromisso, temos de agora conseguir avançar e tentar o financiamento adequado”, sublinhou a presidente do IPS.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











