Na resposta ao Grupo Parlamentar do CDS, o gabinete do ministro Miguel Pinto Luz afirma que a concretização da A26 «constitui um investimento estratégico fundamental no reforço da competitividade do Porto de Sines, no desenvolvimento do distrito de Beja e para toda a região do Baixo Alentejo».
Segundo o documento, «ciente da importância de um corredor rodoviário em perfil de autoestrada ligando Sines, a A2 e Beja», o Governo integrou os vários projetos que completam a ligação na lista de «investimentos prioritários», determinando à Infraestruturas de Portugal «que avance com os respetivos estudos e projetos em falta».
O ministério indica que a execução da A26 «apresenta várias frentes» e enumera-as: o lanço entre Relvas Verdes e Roncão, deverá estar concluído no final deste mês; o lanço do IP8 entre Roncão e Grândola Norte deverá entrar em obra no quatro trimestre deste ano, tendo o contrato de empreitada sido ajudicado em junho; e o troço Santa Margarida do Sado/Beja teve o respetivo «concurso para o desenvolvimento do projeto lançado em março deste ano», encontrando-se «em processo de adjudicação».
«Importa ainda destacar que em breve serão concluídas as empreitadas de requalificação do IP8, entre Santa Margarida do Sado e Beja, e abertas ao tráfego as novas variantes em Figueira de Cavaleiros e em Beringel, já com perfil de autoestrada, que vão garantir uma ligação rodoviária mais eficiente e rápida a Beja», acrescenta o Governo.
Estas intervenções, prossegue, «avançaram para o terreno em outubro de 2024 e em janeiro de 2025» e «são realizadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência».
O ministério conclui que, «em conjunto com a concretização dos investimentos na rede rodoviária, a modernização da Linha do Alentejo, atualmente já em curso, vai contribuir fortemente para criar um sistema multimodal e complementar de acessibilidades no Baixo Alentejo e, em particular, no distrito de Beja, com evidentes vantagens em termos de mobilidade, competitividade económica, coesão territorial e sustentabilidade ambiental».
A resposta não indica, contudo, qualquer data para a conclusão da A26, questão expressamente colocada pelos deputados do CDS-PP Paulo Núncio e João Almeida, que perguntavam ao Governo sobre a existência de «um prazo previsto para conclusão da obra».
Na pergunta entregue a 22 de julho, os centristas sustentavam que a ligação de alta capacidade entre Sines e Beja «continua a ser uma das mais antigas promessas por cumprir no domínio das infraestruturas nacionais». Apesar de a obra ser apontada «há mais de 15 anos» como estratégica, escreviam, «a A26 permanece incompleta, existindo apenas um reduzido troço com cerca de 10 quilómetros que termina abruptamente, sem assegurar a ligação prevista».










