Grândola: António Filipe diz que “o povo é quem mais ordena” e desvaloriza sondagens

O candidato presidencial António Filipe esteve ontem em Grândola, onde afirmou que “o povo é quem mais ordena” e sublinhou que será o eleitorado a decidir nas urnas, a 18 de janeiro, desvalorizando as sondagens e defendendo uma candidatura que quer “dar centralidade” aos trabalhadores e aos valores de Abril.

“O povo é quem mais ordena e é o povo que vai votar a 18 de janeiro”, afirmou o candidato apoiado pelo PCP, lembrando o verso icónico da música “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso e que foi o sinal para o início da revolução do 25 de Abril.

António Filipe começou por dizer que é preciso a esquerda “cerrar fileiras” em torno da sua candidatura e desvalorizou as sondagens, que o colocam em sétimo lugar.

“Como nós vamos ter sondagens todos os dias, não vale a pena comentar a de hoje, o melhor é comentar a próxima. E como a seguir à próxima há de haver outra, eu fico para comentar a sondagem do dia 18 de janeiro, que essa é que é a sondagem real, porque essa é a única que exprime realmente a vontade dos portugueses. É o veredicto das urnas e até lá, caros amigos, até lá há zero a zero”, salientou.

António Filipe realçou ainda que a sua candidatura quer dar “grande centralidade aos trabalhadores, quer ser a candidatura dos trabalhadores”.

O candidato apoiado pelo PCP e PEV disse que não se conforma em “viver num país com um salário mínimo inaceitável em que um trabalhador leva para casa líquidos 774 euros por mês”, considerando que “isso não é aceitável” num país em que “os acionistas das grandes empresas embolsam lucros fabulosos”.

E advertiu mais uma vez que, se o pacote laboral avançar, sendo eleito Presidente da República, irá tê-lo “pela frente” porque exercerá “todas as competências para defender os direitos dos trabalhadores”.

O ex-deputado defendeu ainda um “sobressalto cívico” e que estas eleições presidenciais sirvam “para que os valores progressistas, os valores da esquerda, os valores do 25 de Abril, ganhem peso na vida política nacional e passem a ter no Presidente da República um aliado”.

No final do discurso de António Filipe ouviu-se a “Grândola Vila Morena” numa sala decorada com cravos vermelhos e onde, por várias vezes, se ouviram as palavras de ordem “25 de Abril sempre, António a Presidente”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Luís Forra/Lusa

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