O presidente da Câmara de Grândola, Luís Vital Alexandre, refere que, depois da passagem da depressão Leonardo, foi necessário realojar oito pessoas – incluindo “um casal idoso da aldeia de São Romão”, no concelho de Alcácer do Sal -, que pernoitaram no Centro de Acolhimento, no Complexo Desportivo Municipal José Afonso.
Ainda a contabilizar os prejuízos causados pelo mau tempo, Luís Vital Alexandre garante que a situação está mais calma, embora com algumas zonas com acessos condicionados.
A circulação rodoviária para a aldeia do Lousal, cuja população ficou isolada na quarta-feira, devido à subida do caudal da Ribeira da Corona, “está ainda condicionada”, estando a situação a ser “monitorizada, hora a hora”.
No entanto, acrescentou, já “é possível aceder ao Lousal por via rodoviária em relativa segurança”.
Já no interior do perímetro urbano de Grândola, onde a chuva inundou várias caves de habitações, o autarca diz que as “situações mais problemáticas” já foram ultrapassadas, com a drenagem da água: “Temos ainda situações, numa zona a norte da vila, de alguma acumulação de água. É uma zona muito plana e muito baixa, podendo ainda haver uma ou duas casas com alguns condicionamentos”.
Além de várias estradas cortadas, devido à subida do nível da água das ribeiras afluentes do Sado, o autarca refere ainda que os serviços municipais de proteção civil e de ação social estão “a avaliar as condições de algumas moradias” afetadas pelo mau tempo.
De acordo com Luís Vital Alexandre, o abastecimento de água potável à população de Melides “continua comprometido”, com os bombeiros de Grândola e outras corporações vizinhas a garantirem o fornecimento de um dos depósitos da aldeia.
Numa informação à população, o Município revela que, “em virtude do corte no fornecimento de água às habitações situadas na estrada de acesso à Praia de Melides”, os Bombeiros Mistos de Grândola estão a proceder ao abastecimento de água às populações afetadas, com recurso a autotanque.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












