Segundo o município, a videovigilância é «um processo já em curso» e os procedimentos para a sua instalação foram discutidos com o comandante do Destacamento Territorial de Grândola da GNR. A autarquia explica que a instalação e a operacionalização do sistema «têm obrigatoriamente de ser articuladas entre o município e a GNR», uma vez que «as imagens recolhidas apenas poderão ser acedidas pelas autoridades e no âmbito de processos de investigação criminal».
A reunião foi pedida pelo presidente da câmara «na sequência dos diversos episódios de assaltos ao comércio local que se têm registado no concelho, e em especial na vila de Grândola».
De acordo com a autarquia, em cima da mesa esteve também «a necessidade de reforço do patrulhamento de proximidade, o que requer mais efetivos e mais meios».
«Se do ponto de vista dos efetivos, a Câmara Municipal não pode fazer muito mais do que aquilo que já faz, que é ceder alojamento — e que é uma grande vantagem e fator de atratividade —, do ponto de vista dos meios encontra-se já em curso o processo de aquisição de uma viatura que será cedida à GNR para o reforço da capacidade de patrulhamento do Posto de Grândola», assinala Luís Vital Alexandre.
Segundo o município, o comandante do destacamento esclareceu que as forças de segurança «estão empenhadas no acompanhamento e na resolução das tentativas e dos furtos registados nas últimas semanas».
«Pode existir um sentimento acrescido de insegurança. Mas, tal facto, não pode ser imputado ao trabalho e ao esforço das autoridades», afirma o autarca, que aponta, contudo, «uma limitação muito grande ao nível do número de efetivos no Posto Territorial de Grândola». «Transmiti isso mesmo ao senhor ministro da Administração Interna aquando da audiência no passado dia 7 de julho», acrescenta.
O presidente da câmara não se mostra otimista. «A perspetiva, infelizmente, não é a de que o Ministério da Administração Interna reforce o contingente de efetivos em Grândola. Aliás, o problema nesta área não é muito diferente do resto da Administração Pública: enquanto não houver uma profunda revisão e valorização das carreiras públicas, dificilmente se inverte esta situação», considera.
«Além do mais, é inexplicável que um concelho com mais de 800 quilómetros quadrados tenha, neste momento, um contingente inferior a 30 militares», remata Luís Vital Alexandre.
A câmara vai ainda pedir, «com carácter de urgência», uma audiência ao secretário de Estado da Administração Interna, para apresentar as suas preocupações «sobre a afetação de recursos da GNR ao concelho», adianta o município.










