Grândola quer programa regional para fixar profissionais de saúde

A Câmara Municipal de Grândola defende a criação de um programa regional de incentivos à fixação de profissionais de saúde no Alentejo Litoral, numa altura em que a Unidade Local de Saúde da região regista mais de 32 mil utentes sem médico de família.

Em reunião pública de câmara foi aprovada, por unanimidade, uma moção apresentada pelo presidente e pelos vereadores do Partido Socialista em defesa da criação de «um programa integrado entre o Governo, a Unidade Local de Saúde (ULS) do Litoral Alentejano e os municípios da região, com medidas de incentivo à fixação de profissionais de saúde, em especial nos cuidados de saúde primários».

O documento alerta para as dificuldades persistentes na atração e retenção destes profissionais. De acordo com dados do Serviço Nacional de Saúde, em abril deste ano a ULS do Litoral Alentejano registava 32.251 utentes sem médico de família (30,1% do total). Em relação ao mês homólogo de 2025, há mais 8.128 utentes sem médico de família atribuído.

Na mesma reunião foi aprovada a cedência de uma habitação municipal para instalação de profissionais de saúde que venham exercer funções no concelho. A habitação irá acolher uma médica já este mês. O Município assegurará também as despesas correntes associadas ao imóvel, nomeadamente água, luz e gás.

Foi ainda deliberado avançar com a abertura do procedimento para elaboração do Regulamento Municipal da Bolsa Estratégica de Habitação para Fixação de Profissionais de Serviços Públicos Essenciais, destinado a profissionais de áreas consideradas críticas — saúde, educação, proteção civil e forças de segurança —, com mecanismos de apoio à habitação e outros incentivos à permanência no concelho.

A proposta reconhece que «o aumento da procura habitacional e a especulação imobiliária associada ao crescente dinamismo turístico do litoral têm vindo a dificultar a atração e fixação de profissionais de serviços públicos essenciais, situação particularmente evidente no setor da saúde».

Paralelamente, a autarquia solicitou uma audiência urgente à ministra da Saúde, alertando para o risco de agravamento da falta de profissionais e para «a necessidade de adoção de medidas urgentes que evitem uma maior fragilização dos serviços».

Na comunicação enviada ao Ministério, o presidente da Câmara, Luís Vital Alexandre, refere que o município se encontra a preparar «um conjunto de medidas destinadas a reforçar a atratividade do território para profissionais de áreas críticas, com especial enfoque na saúde».

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar artigo:

ASSINE AQUI A SUA REVISTA

Opinião

CARLOS LEITÃO
Crónicas

BRUNO HORTA SOARES
É p'ra hoje ou p'ra amanhã

Caro? O azeite?

PUBLICIDADE

© 2026 Alentejo Ilustrado. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por WebTech.

Assinar revista

Apoie o jornalismo independente. Assine a Alentejo Ilustrado durante um ano, por 30,00 euros (IVA e portes incluídos)

Pesquisar artigo

Procurar