A proposta referente ao procedimento concursal para a reabilitação do edifício da antiga COOP, para onde estava projetada a Casa da Juventude, foi revogada por maioria – com os votos favoráveis do PS, contra dos eleitos da CDU (coligação PCP/PEV) e a abstenção da AD (Aliança Democrática, coligação PSD e CDS-PP) – durante a reunião do Executivo municipal.
A decisão já foi criticada pela CDU, que, em comunicado, questionou a opção política do PS de chumbar um projeto cuja obra contava “com fundos europeus aprovados” e um “investimento municipal de apenas 350 mil euros, repartidos por três anos”.
No entender da CDU, “o novo Executivo não conhece a realidade nem os constrangimentos existentes nas áreas da juventude, cultura e movimento associativo que ficariam resolvidos” com a construção deste equipamento, num valor estimado de 2,1 milhões de euros.
Em resposta, o presidente da Câmara de Grândola, Luís Vital Alexandre, diz que a decisão de não adjudicar o projeto “não significa” que seja abandonado, aludindo para os “desafios enormes” que o município enfrenta, nomeadamente no parque escolar e na habitação.
“Isto não significa que vamos abandonar o projeto [e], para que fique claro, não estamos a abandonar ninguém. Estamos perante desafios enormes. O anterior presidente da câmara disse que os serviços municipais não são elásticos e é bom que os eleitos atuais, dos quais um fazia parte do executivo anterior, não tenham posturas diferentes só porque estão ou não no poder”, afirmou.
Segundo o autarca, a decisão prende-se com a realização de obras de reabilitação da Escola Secundária António Inácio da Cruz e da Escola 2/3 D. Jorge de Lencastre, classificadas como prioridade 2, e com prazos para apresentação dos projetos de arquitetura até final de junho de 2026, num valor superior a 30 milhões de euros.
“Temos de ter estes projetos prontos porque o aviso encerra a 30 de junho e, até lá, temos de dar todos os passos necessários para submeter a candidatura”, justificou.
Além disso, acrescentou, tendo a habitação como “uma prioridade” no programa eleitoral, a nova liderança socialista mantém “essa aposta”, visando fixar população jovem: “Se não tivermos casas para os jovens continuarem a viver no concelho, eles vão-se embora e, portanto, temos de ter a noção de que primeiro temos de apostar na fixação dos jovens e depois apostar nas infraestruturas”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.











