Greve geral encerrou mais de 40 estabelecimentos de ensino no Alentejo

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) revelou esta quinta-feira que 43 escolas da região permaneceram encerradas, esta quinta-feira, em consequência da greve geral.

O Centro Escolar e a Secundária de Campo Maior foram dois dos estabelecimentos de ensino que não abriram portas, o mesmo sucedendo com os Agrupamentos de Escolas de Vidigueira e Aljustrel.

Em Beja, as Escolas Básicas 2/3 de Santiago Maior, Santa Maria e Mário Beirão também permaneceram encerradas.

Mas foi em Évora que os efeitos da greve geral mais se fizeram sentir. Em comunicado, a Fenprof indica que nalgumas das maiores escolas da cidade – Gabriel Pereira, Severim de Faria e André de Resende – não houve aulas, o mesmo sucedendo nas Escolas Básicas do Rossio e de Santa Clara.

Ainda no Alentejo Central, também fecharam as Escolas Básicas e Secundárias de Reguengos de Monsaraz, Arraiolos, Mora, Redondo, Borba, Viana do Alentejo e Montemor-o-Novo.

Em todas as outras, indica a mesma fonte, a adesão foi significativa.

Para a Fenprof, esta greve geral “assume proporções históricas, com centenas de escolas encerradas, uma enorme paralisação e uma mobilização que ultrapassa todas as expectativas”.

A federação sinfical considera tratar-se de “uma mensagem clara e frontal dos docentes, investigadores e restantes trabalhadores” de não aceitarem “um pacote laboral que destrói direitos, promove a exploração e coloca o país ao serviço dos grandes interesses económicos e financeiros, desequilibrando ainda mais as relações laborais a favor dos empregadores públicos e privados”

“A proposta apresentada pelo Governo” – acrescenta a Fenprof – “representa, segundo a esmagadora maioria dos trabalhadores, um retrocesso civilizacional, empurrando Portugal para lógicas laborais próprias do século XIX”. 

Entre os pontos mais criticados estão “medidas que fragilizam a proteção dos trabalhadores, ampliam a vulnerabilidade perante os empregadores, públicos e privados, e abrem espaço à degradação das condições de trabalho, sem qualquer consideração humanista ou social”.

Em comunicado, a Federação considera que a adesão à greve constitui “sinal inequívoco de que os trabalhadores não recuarão um centímetro” e que a proposta do Governo “não passará”.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar artigo:

ASSINE AQUI A SUA REVISTA

Opinião

CARLOS LEITÃO
Crónicas

BRUNO HORTA SOARES
É p'ra hoje ou p'ra amanhã

Caro? O azeite?

PUBLICIDADE

© 2026 Alentejo Ilustrado. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por WebTech.

Assinar revista

Apoie o jornalismo independente. Assine a Alentejo Ilustrado durante um ano, por 30,00 euros (IVA e portes incluídos)

Pesquisar artigo

Procurar