Greve geral: sector dos resíduos regista 100% de adesão em Évora

Os trabalhadores do sector da recolha de resíduos registaram adesão total à greve geral em Évora, com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional a apontar 100% de paralisação no início do turno

Cristina Torres, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), indicou que tinha já registo de adesão de 100% no início do turno do sector da recolha de resíduos em localidades como Évora, Setúbal e Amadora (Lisboa), enquanto o Funchal, na Madeira, registava boa adesão.

Em Évora, e de acordo com dados do STAL, o mercado municipal está encerrado. A recolha de lixo diurna regista 90% de adesão à greve, nos estaleiros, sector operacional e higiene urbana é de 75% e na Gesamb – Gestão Ambiental e de Resíduos chega aos 63%.

Já em Beja, acrescenta a mesma fonte, a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMAS) está com uma adesão de 50%. Em Alcácer do Sal e em Santiago do Cacém o serviço de recolha de lixos está encerrado, com adesões de quase 100%.

“Tudo indica que a adesão vai ser muito forte. Tenho a certeza que vai ser um grande dia de luta”, referiu, em declarações por telefone desde o piquete de greve do STAL na Amadora, depois de ter marcado presença em Sintra (Lisboa), onde os trabalhadores estavam “unidos para iniciar a greve”.

“O Governo, se ouvir os trabalhadores, o que tem a fazer é recuar com as intenções das alterações à legislação laboral”, realçou Cristina Torres.

A sindicalista salientou ainda o “resultado muito positivo” que a greve geral já alcançou, ao “trazer para a discussão pública as verdadeiras intenções, o que está inscrito nas intenções da proposta do Governo”.

“Os trabalhadores passaram a compreender melhor o que está em causa e compreendendo não querem [as alterações à legislação laboral]. A vida de trabalho já é tão dura e tão difícil que não precisamos de mais medidas que dificultem mais a vida, precisamos é de melhorar os salários, os horários, as condições de trabalho e a dignidade de quem trabalha”, acrescentou.

Cristina Torres já tinha antecipado que os sectores mais afetados por esta paralisação seriam os da recolha de resíduos, escolas, transportes da responsabilidade das autarquias e diversos equipamentos municipais, como piscinas, museus, pavilhões desportivos e bibliotecas.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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