De acordo com Rogério Silva, da Fiequimetal — Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas —, a paralisação é total.
«A adesão é de 100%, não há qualquer cisterna a ser abastecida. O segundo turno teve início às 09h00 e mantém-se a adesão a 100%. O que está a ser debitado para a rede é o abastecimento normal de fim de semana pois os serviços mínimos estão a ser respeitados», avançou.
Os trabalhadores da REN Atlântico começaram pelas 00h00 de hoje uma greve até terça-feira, exigindo uma pré-reforma que compense o desgaste do trabalho por turnos.
A paralisação foi convocada pelo SITE Sul e pela Fiequimetal e insere-se num processo reivindicativo que, segundo um comunicado da estrutura sindical, se arrasta desde 2012.
Não foi possível obter, até ao momento, uma reação da REN à adesão à greve.
Entre as reivindicações está o acesso à pré-reforma em condições semelhantes às previstas para os trabalhadores abrangidos pelo ACT 2000, bem como a correção das desigualdades salariais entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções.
A Fiequimetal referiu, antes do início da greve, que a maioria dos trabalhadores da REN Atlântico conta atualmente com uma média de 20 anos de trabalho em regime de turnos, situação que justifica, na perspetiva sindical, a criação de um plano de pré-reforma a médio prazo.
A estrutura sindical alertou também que, sem alterações às condições atuais, um trabalhador desta instalação teria de permanecer mais 26 anos e nove meses no ativo e em regime de turnos, o que, somado aos 20 anos já trabalhados em média, representaria um total de 46 anos e nove meses neste regime.
A Fiequimetal defendeu que a administração da REN deve criar um plano de pré-reforma para os trabalhadores por turnos do terminal de GNL, considerando que a instalação tem um papel estratégico na segurança do abastecimento energético do país.
A estrutura sindical sustentou ainda que a REN dispõe de condições económicas e financeiras para responder às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.










