Grupo Pro-Évora alerta para infiltrações e falta de meios na Biblioteca Pública

O Grupo Pro-Évora alertou para a existência de infiltrações no edifício da Biblioteca Pública de Évora e para a falta de meios humanos e logísticos, avisando que a persistência destes problemas põe em causa a preservação do acervo e o funcionamento regular da instituição.

O Grupo Pro-Évora (GPE) reuniu com o diretor da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), Diogo Ramada Curto, para discutir problemas que considera urgentes na Biblioteca Pública de Évora (BPE), nomeadamente infiltrações no edifício, falta de um espaço adequado para depósito de acervo e carência de recursos humanos.

Segundo o GPE, o problema mais grave continua a ser o das infiltrações de água no interior da Biblioteca, apesar da “renovação total do telhado” realizada em 2018 pela anterior direção da BNP, intervenção que “se mostrou ineficiente mantendo-se o problema das infiltrações”.

Em comunicado, o Pro-Évora diz que a tutela já iniciou “o processo para intervenção com vista à resolução do caso”, mas, sublinha, o financiamento das obras e do projeto “constitui uma obrigação que o Ministério da Cultura não poderá deixar de assumir, sob risco de ficarem em causa a preservação do importante património bibliográfico da BPE e a do imóvel”.

A inexistência de um elevador no edifício é vista igualmente como uma falha grave, “em prol de cidadãos com mobilidade reduzida e do próprio serviço interno”.

Outra preocupação “que afeta seriamente os serviços da Biblioteca é a situação em que se encontra uma grande parte do seu acervo”, depositado num armazém da antiga Manutenção Militar, cedido pelo Ministério da Defesa, onde permanece “em condições muito precárias” e que terá de ser desocupado.

“Existem, na cidade de Évora, diversos imóveis do Estado que se encontram devolutos e que podem ser adaptados para receber esse espólio. Estamos, também nesta circunstância, perante a necessidade de uma decisão urgente”, acrescenta o Pro-Évora.

O Grupo alerta ainda para a falta de recursos humanos na BPE, condição essencial para garantir o regular funcionamento dos serviços.

O Grupo recorda que já apresentou estas preocupações ao Ministério da Cultura, sem que tenha obtido respostas satisfatórias de diferentes Governos”. Entre os obstáculos ao bom funcionamento da BPE, refere também “o enorme afluxo de visitantes turísticos”, que perturba o quotidiano da instituição, e aponta a inexistência de mesas digitais de leitura, o que impede “um acesso fácil e didáctico aos muitos documentos antigos digitalizados”.

E defende que a intervenção na BPE deve ser considerada “prioritária” pelo Ministério da Cultura, tanto mais que a realização da Capital Europeia da Cultura em 2027, fará com que “um elevado número de visitantes” acorre à Biblioteca, “insigne instituição que será um dos rostos da realidade cultural local e nacional”.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

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