Há dez novos hotéis prontos a abrir no Alentejo. Um é o de Christian Louboutin

O Alentejo vai receber dez novos projetos hoteleiros ao longo de 2026 e 2027, num ciclo de investimento que abrange destinos como a Comporta, Melides, Évora, Monsaraz, Marvão, Castelo de Vide e o Baixo Alentejo, e que se soma a um conjunto de reaberturas recentes de unidades renovadas.

Os dados foram divulgados pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, que destacam a «atratividade crescente do Alentejo para projetos turísticos diferenciadores, capazes de qualificar a oferta, gerar valor para o território e responder a uma procura internacional cada vez mais exigente».

Na avaliação de José Manuel Santos, presidente de ambos os organismos, trata-se de «investimentos que respeitam a identidade dos lugares, reforçam a sofisticação da experiência e contribuem para afirmar o Alentejo como um destino de autenticidade, exclusividade e futuro».

Para 2026 estão previstas oito aberturas. Na Comporta, o Sublime Comporta Villas [na fotografia deste artigo], que marca «uma nova etapa de expansão» da unidade já existente, abre portas esta quinta-feira, 14 de maio, acrescentando moradias privadas a uma proposta orientada para «estadias de elevada qualidade».

Em julho chegará o Ando Living Comporta House, empreendimento composto por 16 moradias com arquitetura contemporânea, piscinas privativas e diferentes tipologias, «localizado entre a Comporta e Melides», numa das «geografias costeiras mais procuradas do país».

Em Melides, a Quinta Amala já abriu este mês num terreno de cinco hectares rodeado por pinheiros e arrozais, a cerca de 30 minutos da Comporta. O hotel boutique integra sete cabanas independentes em madeira, quartos com terraço ou varanda e uma villa com seis quartos, com capacidade para cerca de 40 hóspedes, restaurante, duas piscinas exteriores — uma delas aquecida —, sauna, ginásio e áreas dedicadas a ioga.

Também em Melides, o Vermelho Lagoa, novo projeto do criador francês Christian Louboutin, deverá abrir até ao final do ano, «numa localização próxima da lagoa», prolongando «a visão intimista e autoral» já associada ao Vermelho Melides.

Em Monsaraz, o Dom Nuno tem abertura prevista para junho, localizado dentro das muralhas da vila histórica, gerido pela Wotels — grupo que reabriu recentemente o Hotel Horta da Moura na mesma localidade.

Em outubro será a vez da Torre Vã, em Ourique: uma herdade transformada em hotel rural de cinco estrelas que combina alojamento no núcleo principal com casas independentes integradas na paisagem, apostando em «experiências ligadas à natureza, à gastronomia, ao vinho e ao modo de vida rural».

Évora reforça a oferta com dois projetos no centro histórico. O Hotel Santo André Évora by Wot Signature, com 27 quartos, posiciona-se como «uma unidade de charme em contexto urbano e patrimonial». O Entre Hotel, boutique hotel exclusivo com 18 quartos situado entre a Praça do Giraldo e a Sé Catedral, completa o par.

Para 2027 estão anunciadas mais duas aberturas na Comporta: o NUMA Comporta e o Na Praia, «dois projetos que vêm consolidar a afirmação deste território no segmento da hotelaria de alto valor, com propostas orientadas para exclusividade, discrição e integração na envolvente natural».

A estas novidades somam-se reaberturas recentes no interior da região. O Hotel Museu, em Marvão, e o Hotel Casa do Parque – Nature & Heritage, em Castelo de Vide — «totalmente renovado» —, reforçam a oferta no Alto Alentejo em territórios «marcados pelo património, pela natureza e por uma experiência de visita de maior tranquilidade».

Para José Manuel Santos, este é «um momento particularmente relevante para o turismo no Alentejo, não apenas pela dimensão do investimento, mas, sobretudo, pela qualidade, diversidade e distribuição territorial dos projetos».

«A região está a afirmar-se em diferentes geografias e segmentos, da costa ao interior, dos centros históricos às herdades rurais, com propostas que elevam a notoriedade do destino e criam novas razões de visita ao longo de todo o ano», acrescenta.

As novas unidades juntam-se a uma oferta já reconhecida pela gastronomia, pelos vinhos, pelo património, pela natureza preservada e pela capacidade de proporcionar experiências de baixa densidade, «alinhadas com as principais tendências internacionais de viagem».

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