«Uma casa parcialmente destruída, sinais evidentes de circulação no interior e pessoas que continuam a entrar e a sair de uma zona que está oficialmente interditada.» É assim que a estação bejense descreve o cenário que encontrou no local.
De acordo com a mesma fonte, mantém-se instalada a sinalização da autarquia a interditar a área e existem grades de proteção, mas «estas medidas parecem não estar a impedir o acesso à ruína». Junto à parede que ruiu é «claramente visível um trilho no terreno, marcado pela passagem frequente de pessoas», e a derrocada «acabou, inclusivamente, por criar um novo ponto de acesso ao imóvel».
A Rádio Pax sublinha que o caso «levanta particulares preocupações numa altura em que se aproxima o período de maior precipitação», sobretudo porque a parte superior do edifício apresenta sinais visíveis de degradação. E deixa a pergunta: «Se o espaço está interditado devido ao perigo existente, como continuam a verificar-se entradas e saídas no imóvel?»
Em fevereiro, a Câmara Municipal de Beja evacuou preventivamente dois edifícios daquela rua, retirando 34 residentes, numa operação justificada com o risco iminente de derrocada e com problemas de insalubridade e perigo para a saúde pública. Meses depois, segundo a mesma fonte, pelo menos um dos imóveis «continua profundamente degradado».
Fotografia: Demolição parcial do prédio, em fevereiro passado © Direitos Reservados










