De acordo com o presidente da Câmara de Alter do Chão, Francisco Miranda, a principal aposta será a habitação, para fixar e atrair população para o concelho: “Essencialmente, vamo-nos focar muito na habitação. Temos uma Estratégia Local de Habitação (ELH) a desenvolver, que já começámos”.
Francisco Miranda refere que, “neste momento, não há lotes em Alter para quem queira construir uma moradia”, mas a autarquia vai “promover um loteamento de iniciativa municipal”.
A ELH, que conta com um investimento de 3,6 milhões de euros, está direcionada igualmente para a intervenção e reabilitação em 46 fogos habitacionais.
O Município adquiriu ainda duas casas devolutas em Alter do Chão, onde vai construir quatro fogos, nomeadamente três apartamentos de tipologia T2 e um T1.
A construção de habitação “é uma preocupação para o mandato”, insiste o autarca, afirmando esperar que a coesão social, “mais tempo, menos tempo”, deixe de ser uma questão apenas abordada “em campanhas eleitorais”.
Para o presidente do Município de Alter do Chão, os grandes núcleos urbanos “não têm condições” para receber mais pessoas e os concelhos do interior que “estejam mais apetrechados” para receber habitantes, são aqueles que, no futuro, “vão mais rapidamente alcançar outros patamares de desenvolvimento”.
A aposta no turismo equestre e a conclusão de obras iniciadas em 2025, como a finalização da reabilitação das piscinas cobertas, são outras prioridades do município para 2026, tal como a reabilitação e ampliação de escolas, num investimento de seis milhões de euros.
A autarquia decidiu ainda manter a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios urbanos em 0,30%, enquanto a taxa de participação do município no IRS (2,5%) será devolvida aos habitantes do concelho.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











