Segundo o Ministério Público, em causa estavam «atos de exibicionismo praticados em locais diversos, atingindo indiscriminadamente adultos e crianças, de diferentes idades e sexos, ao longo de um período de quatro meses».
A mesma fonte indica que o homem, de 50 anos, praticou os atos de exibicionismo em Sousel, no dia 23 de dezembro de 2024, numa esplanada, em 19 de abril de 2025, num café, e no dia 23 do mesmo mês, à porta de uma residência.
O MP explica ainda que o tribunal «levou em consideração» os antecedentes criminais do arguido, bem como o facto de os sete ilícitos terem sido praticados «no primeiro ano de liberdade condicional».
O homem já havia sido condenado a uma pena de oito anos de prisão, também por crimes de natureza sexual, e encontrava-se em liberdade condicional, cujo período só termina em julho.
Em 11 de junho do ano passado, a Polícia Judiciária anunciou a detenção deste homem, em Estremoz, por estar «fortemente indiciado» de «vários crimes» de abuso sexual de crianças e de importunação sexual.
Na altura, em comunicado, a PJ explicou que a detenção foi efetuada através da Unidade Local de Investigação Criminal de Évora, em cumprimento de um mandado de detenção emitido pelo Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre.
A mesma polícia de investigação criminal revelou então que os factos tinham sido praticados em Sousel, «ao longo dos anos de 2024 e 2025, em espaços públicos com afluência de crianças, como jardins e parques infantis».
«O homem estimulava-se sexualmente frente aos menores e, por vezes, chegava mesmo a puxá-los para detrás de arbustos, sem nunca ter conseguido, no entanto, levar avante os seus intentos, por via da intervenção de terceiros», segundo o comunicado da PJ.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa/Arquivo













Uma resposta
No jardim então a GNR está no Gabinete e quando saírem é de carro, pois dar uma volta pela vila e no jardim mostrar a presença. Quando forem para o Hotel então é que ficam invisível
Realmente as poucas vezes é de carro à procura de multas. E depois aparece estes casos que ninguém viu e a GNR ignora numa vila tão pequena não se admite