De acordo com a Procuradoria-Geral Regional de Évora, o homem vivia com a companheira e três filhos menores, desde maio, altura em que “reataram um relacionamento amoroso antigo”.
Para o Ministério Público, está “indiciado que, no interior da residência comum, na qual se encontravam também as crianças”, o indivíduo, em novembro, “agrediu fisicamente e intimidou a vítima e dois militares da GNR que acorreram ao local”.
O suspeito foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo a juíza de instrução criminal entendido “que os crimes fortemente indiciados são de ofensa à integridade física qualificada”, um deles tendo como alvo a então companheira e dois que visaram os militares da GNR.
O homem saiu em liberdade, com termo de identidade e residência, tendo a juíza de instrução criminal aplicado ainda outras medidas de coação, como a proibição de contactar com a ofendida por qualquer meio, “com exceção do que for estritamente necessário para tratar de assuntos relacionados com os filhos comuns, sempre por interposta pessoa”.
O indivíduo está ainda proibido de se aproximar a menos de 500 metros da ofendida e de frequentar as imediações da residência e do local de trabalho da mesma, sendo a fiscalização do cumprimento das medidas aplicadas efetuada por meios técnicos de controlo à distância.
O MP disse que o arguido tem antecedentes criminais por crimes de violência doméstica e de ameaça agravada.
A investigação vai prosseguir a cargo da GNR de Portalegre e sob direção do Ministério Público de Ponte de Sor.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











