Em comunicado, o Ministério Público (MP) indicou que o suspeito está indiciado pela prática de um crime de violência doméstica, dois crimes de ameaça agravada e um crime de violação de imposições, proibições ou interdições.
O arguido adotou “desde o início do verão deste ano, na área de Vila Nova de Santo André, um comportamento persecutório e agressivo” da vítima, provocando-lhe “grande sofrimento psíquico”.
Segundo o MP, em junho deste ano, o homem foi “condenado por um crime de violência doméstica”, do qual foi vítima a ex-companheira, mas “incumpriu constantemente a pena acessória de proibição de contactos com a vítima”, com aproximação à sua residência e ao local de trabalho e “diversos contactos telefónicos”.
“Com receio pela sua vida, a ofendida participou os factos às autoridades, tendo o arguido sido presente a primeiro interrogatório judicial em finais de julho de 2025”, indicou.
Na altura, o homem “ficou novamente proibido de se aproximar da vítima, estatuto coativo que voltou a violar”, tendo inclusive ameaçado dois posteriores namorados da mulher.
De acordo com o MP, o homem acabou por ser detido e presente a primeiro interrogatório, no passado dia 21 deste mês, tendo o juiz de instrução criminal determinado como medida de coação a prisão preventiva.
O juiz considerou “verificados os perigos de fuga, perturbação do decurso do inquérito, continuação da atividade criminosa e perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas”.
As investigações prosseguem sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Santiago do Cacém, com a coadjuvação do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) da GNR de Santiago do Cacém.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











