O alerta foi dado cerca das 14h00 de domingo ao Comando Territorial de Beja da GNR para «um possível suicídio ocorrido numa habitação em Alfundão». Quando chegaram ao local, porém, «os militares encontraram algumas suspeitas de que, afinal, pudesse não se tratar de um suicídio», o que levou ao acionamento da Polícia Judiciária, que passou a tomar conta do caso.
A vítima, que era casada, apresentava «um ferimento no tronco», cuja relação com a morte não está ainda estabelecida — as autoridades não sabem «se é causa direta e necessária da morte». «É um caso que não está esclarecido. A causa da morte do homem não é absolutamente evidente», salientou uma fonte policial, acrescentando que «estão a ser desenvolvidas diligências de investigação».
O corpo foi transportado ainda no domingo para as instalações de medicina legal do hospital de Beja. A autópsia está marcada para quarta-feira e o respetivo relatório será determinante: «Vai ser mais conclusivo e aí já se poderá perceber qual a causa da morte e se o ferimento foi suficiente para provocar a morte», segundo a mesma fonte.
A habitação onde a vítima morava é também «habitada por mais dois ou três casais, todos de nacionalidade moldava e que trabalhavam para a mesma empresa». Esses moradores, «todos conhecidos entre eles, estão a ser ouvidos e estão em curso diligências de recolha de prova».
O jornal Correio da Manhã noticiou hoje à tarde que as autoridades suspeitam de homicídio e que foram identificadas sete pessoas. As fontes policiais contactadas escusaram-se, porém, a falar em qualquer cenário de homicídio, preferindo aguardar pelo resultado da autópsia.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.










