Em comunicado, o Município de Arraiolos indica que este despacho de certificação foi emitido no âmbito do Sistema Nacional de Qualificação e Certificação de Produções Artesanais Tradicionais.
“Os Tapetes de Arraiolos constituem a mais relevante expressão histórica e cultural do nosso concelho”, adianta a autarquia, acrescentando que “a defesa desta tradição, dos seus costumes e da sua valorização tem sido uma prioridade estratégica da Câmara Municipal de Arraiolos”.
O Município diz ser “com grande satisfação” que comunica que o Conselho Diretivo do IEFP decidiu emitir despacho provisório de certificação do “Tapete de Arraiolos” como produto artesanal. “Este momento representa um marco decisivo na proteção, valorização e reconhecimento oficial do Tapete de Arraiolos”.
A certificação agora em fase provisória “resulta de um processo complexo e exigente”, segundo a autarquia, que em 30 de maio deste ano obteve a suspensão e nulidade do registo de Indicação Geográfica (IG) denominado “Tapetes de Arraiolos de Portugal”, apresentado por uma associação de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.
Seguiu-se o pedido de registo “Tapetes de Arraiolos” pelo município à Indicação Geográfica (IG) junto do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), sendo submetido ao IEFP o respetivo caderno de especificações para certificação.
O IEFP, contudo, condicionou a aceitação do documento ao alargamento da área geográfica de produção aos concelhos de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, e de Mangualde, no distrito de Viseu. “Considerando tal proposta inaceitável, o município apresentou contraditório, defendendo a autenticidade e origem exclusiva da produção no concelho de Arraiolos”, frisa a autarquia.
Após reapreciação pela Comissão Consultiva para a Certificação de Produções Artesanais Tradicionais, foi emitido parecer favorável ao registo, dando razão à câmara.
A então presidente da Câmara, Sílvia Pinto, anunciou, no dia 22 de outubro, que contestou um parecer que propõe a inclusão de Mangualde e Vila Nova de Gaia na denominação geográfica da confeção dos tapetes de Arraiolos, no âmbito do processo de certificação.
O processo de candidatura dos genuínos tapetes de Arraiolos a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) já foi entregue por esta câmara municipal à comissão nacional daquele organismo, revelou a autarquia.
O município indicou, em comunicado, ter entregado, no dia 20 de outubro, “toda a documentação” da candidatura denominada “Processo de Confeção do Tapete de Arraiolos” à inscrição na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












Uma resposta
Só agora? E porque uma entidade de fora se meteu e quis usufruir de uma arte alheia?