Em comunicado conjunto, as duas entidades explicam que estão a desenvolver esforços “face às dificuldades de preenchimento” da escala da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) alocada ao Hospital de Portalegre, decorrente da “escassez de médicos”.
“Ambas as entidades reconhecem o impacto que a inoperacionalidade deste meio de emergência médica pode ter e reafirmam o seu compromisso em garantir que esta valência se mantém dentro dos níveis de exigência e da qualidade que as populações merecem”, lê-se no documento.
Desta forma, o INEM vai “disponibilizar mais vagas” para a formação de profissionais provenientes ou indicados pela ULS Alto Alentejo. “Irá igualmente colaborar, de forma transitória, na realocação de meios diferenciados de emergência na área de abrangência da VMER de Portalegre, em momentos em que se verifique maior fragilidade nas escalas”, acrescenta.
Recorde-se que nos primeiros sete meses deste ano, a VMER adstrita ao hospital de Portalegre, esteve inoperacional um total de 480 horas.
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, a Câmara de Portalegre reivindicou a total operacionalidade da emergência médica no distrito. “Infelizmente, esta situação da não operacionalização não é algo novo, já ocorreu ao longo dos anos, muitas vezes. Ultimamente, podemos dizer, em tempos médios, que está 10% do tempo inoperacional”, argumentou a presidente da autarquia, Fermelinda Carvalho.
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A Lusa contactou, por correio eletrónico, a Inspeção-Geral das Atividade em Saúde acerca destas duas mortes e para saber se foram abertos inquéritos à inoperacionalidade da VMER nesses dias, mas não obteve esclarecimentos até ao momento.
Texto: Lusa/Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.











