Tratam-se de obras em dois troços da estrada, um entre Cruz de João Mendes e o cruzamento de Ermidas-Sado (com cerca de oito quilómetros), o outro entre Grândola e Cruz de João Mendes (13 quilómetros).
Os trabalhos têm como principal objetivo “melhorar as condições de segurança rodoviária, através de trabalhos de conservação corrente do pavimento, de caráter curativo e preventivo, bem como da requalificação da sinalização horizontal, reforçando a segurança da infraestrutura e dos seus utilizadores”.
O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira, explica que a execução destas obras estava prevista para uma fase posterior, tendo em conta a proximidade dos trabalhos em curso na autoestrada A26. “O que acontece é que a IP, de certa forma, tinha desistido de avançar para não deteriorar logo a estrada, pouco depois dela ser arranjada, decorrendo trabalhos em que há imensa passagem de máquinas e de veículos pesados”, afirmou.
Segundo o autarca, foi a insistência da Câmara junto da IP que permitiu o avanço das empreitadas neste momento. “Insistimos junto da IP, na medida em que a autoestrada está quase concluída até ao Roncão”, o que corresponde ao “período mais crítico” de obras. “Vamos ter finalmente a Nacional 120 arranjada”, sublinha.
Relativamente à rede de autoestradas, o presidente da Câmara adiantou que a IP deverá lançar futuramente a empreitada para a execução do troço da A26 entre Roncão e Grândola-Norte, permitindo a ligação à A2, pelo que o concelho ficará com “ligação direta” à auto-estrada entre Lisboa e o Algarve e que tem ligação à A6, até à fronteira Caia.
O autarca reconhece, no entanto, que não existem desenvolvimentos quanto à ligação inicialmente prevista da A26 em direção a Beja. “Não há ainda perspetivas, não está lançado rigorosamente nada em termos de procedimento sobre a derivação da A26 prevista inicialmente entre Roncão e Beja”, disse, garantindo que o Município continuará a insistir neste projeto junto das entidades competentes.
Paralelamente, encontra-se em negociação entre a Câmara e a IP a construção de uma variante sul à cidade, bem como a revisão de pontos considerados críticos da rede viária local, como o cruzamento de São Domingos.
Já no que diz respeito à restante extensão da EN120, nomeadamente no troço entre Santiago do Cacém e Cercal do Alentejo, também ele muito degrado, Bruno Gonçalves Pereira refere que ainda não há datas definidas para o lançamento das empreitadas.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.











