IP avança com obras de 1,9 milhões na estrada entre Santiago e Grândola

A Infraestruturas de Portugal (IP) consignou duas empreitadas de conservação corretiva do pavimento da Estrada Nacional 120 (EN120), no concelho de Santiago do Cacém, num investimento global próximo de 1,9 milhões de euros e com um prazo de execução de 90 dias.

Tratam-se de obras em dois troços da estrada, um entre Cruz de João Mendes e o cruzamento de Ermidas-Sado (com cerca de oito quilómetros), o outro entre Grândola e Cruz de João Mendes (13 quilómetros).

Os trabalhos têm como principal objetivo “melhorar as condições de segurança rodoviária, através de trabalhos de conservação corrente do pavimento, de caráter curativo e preventivo, bem como da requalificação da sinalização horizontal, reforçando a segurança da infraestrutura e dos seus utilizadores”.

O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira, explica que a execução destas obras estava prevista para uma fase posterior, tendo em conta a proximidade dos trabalhos em curso na autoestrada A26. “O que acontece é que a IP, de certa forma, tinha desistido de avançar para não deteriorar logo a estrada, pouco depois dela ser arranjada, decorrendo trabalhos em que há imensa passagem de máquinas e de veículos pesados”, afirmou.

Segundo o autarca, foi a insistência da Câmara junto da IP que permitiu o avanço das empreitadas neste momento. “Insistimos junto da IP, na medida em que a autoestrada está quase concluída até ao Roncão”, o que corresponde ao “período mais crítico” de obras. “Vamos ter finalmente a Nacional 120 arranjada”, sublinha.

Relativamente à rede de autoestradas, o presidente da Câmara adiantou que a IP deverá lançar futuramente a empreitada para a execução do troço da A26 entre Roncão e Grândola-Norte, permitindo a ligação à A2, pelo que o concelho ficará com “ligação direta” à auto-estrada entre Lisboa e o Algarve e que tem ligação à A6, até à fronteira Caia.

O autarca reconhece, no entanto, que não existem desenvolvimentos quanto à ligação inicialmente prevista da A26 em direção a Beja. “Não há ainda perspetivas, não está lançado rigorosamente nada em termos de procedimento sobre a derivação da A26 prevista inicialmente entre Roncão e Beja”, disse, garantindo que o Município continuará a insistir neste projeto junto das entidades competentes.

Paralelamente, encontra-se em negociação entre a Câmara e a IP a construção de uma variante sul à cidade, bem como a revisão de pontos considerados críticos da rede viária local, como o cruzamento de São Domingos.

Já no que diz respeito à restante extensão da EN120, nomeadamente no troço entre Santiago do Cacém e Cercal do Alentejo, também ele muito degrado, Bruno Gonçalves Pereira refere que ainda não há datas definidas para o lançamento das empreitadas.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

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