O anúncio do procedimento foi publicado em “Diário da República” e prevê o desenvolvimento de um estudo que ligue a A23, na zona de Fratel, ao Itinerário Principal 2 (IP2).
Numa fase posterior, está prevista a ligação do IP2 à A6, no nó de Estremoz, num traçado que assegura também a conexão ao IP7, que liga Lisboa a Elvas.
O procedimento tem um prazo de execução de 660 dias e as propostas devem ser apresentadas até 11 de maio.
A ligação entre a A23 e a A6 está longe de ser uma novidade no debate público, sendo há muito apontada como estratégica para melhorar as acessibilidades no interior do país.
Ao longo das últimas décadas, o projeto foi sendo anunciado, estudado e adiado, mantendo-se como uma reivindicação recorrente de autarcas e responsáveis políticos.
Já em meados dos anos 2000, era defendido como fundamental para a coesão territorial e para a competitividade económica do interior, embora com divergências quanto ao traçado.
Em 2007, o então presidente da Câmara de Estremoz, José Alberto Fateixa, defendia uma ligação direta ao nó de Estremoz, na A6, ao contrário do autarca de Portalegre, Mata Cáceres, que pretendia a ligação em Elvas.
Segundo a IP, está igualmente em preparação o concurso para o estudo prévio do novo troço do IC9, entre Abrantes e Ponte de Sor, incluindo uma nova travessia sobre o rio Tejo.
Com cerca de 35 km, esta ligação reforçará a ligação longitudinal preferencial para o tráfego de longo curso proveniente da A23 (Médio Tejo) e com destino ao Alto Alentejo.
O investimento estimado é de 1,3 milhões de euros, com um prazo de execução de 540 dias.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D:R.












