Questionado pelos jornalistas sobre estas duas vítimas mortais, em consequência do mau tempo que assola o país, o secretário-geral do PS disse que, pelas imagens da sua habitação mostradas na televisão, vivam em “circunstâncias de vida difíceis, precárias”.
O casal, com mais de 80 anos, morreu na habitação em que vivia, em Fernão Ferro, distrito de Setúbal, e que inundou devido à chuva forte que caiu durante a noite.
“Eu julgo que a mensagem do senhor Presidente da República é uma mensagem muito apropriada, ou seja, nós temos que ter, enquanto comunidade nacional, a consciência de que há pessoas que vivem com grave carência, com dificuldades, que vivem em ambiente de pobreza e é preciso que as políticas públicas vão ao encontro dessas pessoas”, salientou o líder do PS.
A este propósito, José Luís Carneiro aludiu ao Relatório de Avaliação de Desempenho e Impacto do Sistema de Saúde (RADIS), da Convenção Nacional da Saúde (CNS), em 2024, divulgado na quarta-feira, que refere que “houve um aumento de mais 20% de idosos acamados nos hospitais por falta de uma retaguarda familiar ou de uma retaguarda social”.
“Isto mostra que todos nós, enquanto país, temos que evoluir muito no combate à pobreza, no combate às desigualdades e na criação de condições de vida mais seguras”, defendeu.
O líder do PS, ainda sobre o mau tempo, expressou a sua solidariedade para com os autarcas do distrito de Setúbal, de Lisboa e de outras regiões do país que se encontram especialmente afetados. “Nestas alturas, não apenas há danos na vida das pessoas, neste caso danos irreparáveis, mas também há prejuízos imensos, aos quais a Proteção Civil do país está a procurar responder”, lembrou o líder socialista.
Daí, ter deixado igualmente uma “palavra de reconhecimento às forças e aos serviços que, no âmbito do dispositivo nacional, regional e local, contribuem para salvaguardar a vida das pessoas e do património das pessoas”.
“E, ao mesmo tempo, solidariedade também para com os autarcas que vivem momentos de grande aflição”, insistiu, considerando importante que “o Estado e as autarquias procurem no quadro das suas possibilidades encontrar os termos de apoio às comunidades locais”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.











