O projeto chama-se Smart Eco-Horta (Saberes com Raízes) e concorre na categoria de Ensino Secundário. Combina uma estufa automatizada com recurso à Internet das Coisas (IoT) — ou seja, sensores e equipamentos ligados à internet que controlam o funcionamento da estufa —, compostagem e energia solar.
Segundo o CDI Portugal, organização não-governamental de inclusão e inovação social que promove a iniciativa, a solução aproxima «alunos e pessoas idosas através da partilha de conhecimentos e de práticas mais sustentáveis» e está alinhada com o objetivo de desenvolvimento sustentável 13, de ação climática.
A escola garantiu o lugar na final depois de se destacar no Encontro Regional Centro-Sul do Apps for Good, que reuniu 46 projetos de mais de uma centena de alunos, vindos de 26 escolas e 16 municípios.
«Quando um jovem deixa de ser apenas consumidor e passa a criador de tecnologia, transforma-se a sua perceção sobre aquilo que é possível», afirma João Baracho, diretor-executivo do CDI Portugal, acrescentando que os participantes «partem de problemas que reconhecem nas suas comunidades e percebem que têm capacidade para construir respostas com impacto».
A final da 12.ª edição decorre a partir das 10h00, no Pavilhão do Conhecimento, e junta 30 projetos de alunos dos ensinos básico e secundário e, pela primeira vez, do ensino superior. Estão anunciadas as presenças de Alexandre Homem-Cristo, secretário de Estado adjunto e da Educação, de James Garnett, presidente do conselho de administração do Apps for Good UK, e de Erin Chemery, da Unesco.
Em 12 anos, o programa envolveu mais de 35 mil alunos, 1.800 professores e mais de 800 escolas.










