A solução, atualmente em processo de patente, resulta de cinco anos de trabalho conjunto e permite estimular a nodulação em leguminosas, promover o crescimento vegetativo desde as fases iniciais, aumentar a resistência das plantas em condições de stress e melhorar o perfil nutricional das pastagens.
Fonte do laboratório refere que esta inovação «tem potencial para melhorar o desempenho das pastagens e forragens, contribuindo para uma agricultura mais eficiente e sustentável».
«É com enorme satisfação que vemos uma das nossas linhas de investigação produzir resultados práticos. Não tenho dúvida que este produto vai ao encontro das necessidades de muitos produtores e contribuirá para que a nossa associada Fertiprado reforce a sua vertente inovadora», afirma António Saraiva, diretor executivo do InPP..
Também Pedro Viterbo, gestor da empresa, destaca a relevância do novo produto, considerando que «reflete o trabalho das equipas de investigação e desenvolvimento da Fertiprado e do InPP, cuja colaboração tem sido decisiva para transformar conhecimento científico em inovação com utilidade prática».
«Pretendemos manter uma aposta firme no desenvolvimento de soluções diferenciadoras para o setor», acrescenta.
Segundo fonte do laboratório, este desenvolvimento surge num contexto de crescimento do mercado global de biosoluções agrícolas, impulsionado pela procura por práticas mais sustentáveis, pela necessidade de reduzir o impacto ambiental e por novas exigências regulatórias.
A mesma fonte sublinha que «soluções inovadoras baseadas em conhecimento científico tornam-se fundamentais para apoiar a transição do setor».
A tecnologia resulta de atividades de investigação integradas na Agenda Mobilizadora Pacto da Bioeconomia Azul, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que visa desenvolver produtos e serviços de alto valor a partir de recursos marinhos.
Como passo para a sua valorização, foi assinado em Elvas, a 4 de março, um memorando de entendimento para a exploração comercial da tecnologia.
«Para as empresas do setor agrícola, colaborar com o InPP representa uma oportunidade concreta para acelerar processos de investigação e inovação próprios, reduzir riscos associados ao desenvolvimento tecnológico e aceder a conhecimento especializado, talento científico altamente qualificado, financiamento competitivo e redes de colaboração nacionais e internacionais que reforçam a sua competitividade», refere fonte do laboratório.










