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Leggenda Messicana no Festival Internacional de Órgão de Évora 

O primeiro Festival Internacional de Órgão de Évora (FIOE) apresenta este domingo, dia 16, pelas 18h00, um concerto com o organista e acordeonista italiano Gian Vito Tannoia, o organista Rafael dos Reis (na fotografia) e o percussionista Tomás Rosa. Na igreja de São Francisco será apresentada em estreia a obra Leggenda Messicana, para órgão e acordeão, de Gian Vito Tannoia.

Esta composição faz parte do programa de encomendas de novas obras no âmbito do Festival. A par com o restauro dos órgãos históricos, que vem sendo efectuado nos últimos anos, o FIOE empenha-se também em alargar o património musical existente, para fruição das gerações futuras.

A Leggenda Messicana é inspirada em ritmos de origem mexicana, como é o caso do Huapango, cuja origem se poderá localizar no fandango ibérico. “O ritmo sincopado do órgão contrasta com a linguagem profundamente virtuosística no acordeão”, refere a organização, acrescentando que “os acordes de vertente pós-moderna conferem ao órgão o tradicional papel de acompanhamento na tradição do baixo continuo”.

Encontramos nesta obra em três andamentos inspiração na linguagem musical da América Latina, “como tem vindo a ser característico na linguagem deste compositor”.

O órgão e o acordeão são dois aerofones, sendo o conceito do acordeão baseado no órgão. “O órgão barroco ibérico e o acordeão moderno não formam um conjunto usual, por isso a pertinência deste concerto”, refere a mesma fonte, relevando que será interpretada uma obra de Carl Philipp Emanuel Bach para dois órgãos. A contrastar a apresentação de obras para órgão solo baseadas em repertório de compositores formados na Catedral de Évora, farão a união entre os três períodos: renascimento, pós-barroco e pós-modernismo, num ecletismo simbiótico conciliando instrumentos e linguagens musicais de épocas contrastantes.

O FIOE é organizado pela igreja de S. Francisco – Paróquia de S. Pedro e tem como parceiros o Cabido da Sé de Évora e igreja do Espírito Santo. Surge na sequência lógica do avultado investimento feito na recuperação dos órgãos históricos por parte destas entidades, num evento em que todos os órgãos serão tocados por organistas de carreira sólida e de referência internacional e nacional. Outro objetivo é divulgar o trabalho de jovens organistas com a possibilidade de manifestar a qualidade da sua arte.

A organização indica que no âmbito do Festival “irão ser escritas novas obras para os quatro órgãos de S. Francisco, pois o repertório para este tipo de agrupamento é escasso. Os concertos, no total de 11, serão a solo ou com os mais diversos conjuntos vocais e instrumentais”. A iniciativa prolonga-se até 14 de julho, sendo que todos os concertos têm entrada gratuita.

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